Do que este texto fala
Quase todo mundo diz que gosta de animais. Mesmo assim, bilhões deles são criados, presos e mortos todos os anos para virar comida, roupa ou teste de laboratório. Como as pessoas pensam sobre isso? Este texto mostra que existem três grandes formas de responder à pergunta: os animais importam?
Posição 1: os animais não importam por si
Para algumas pessoas, maltratar um animal só é errado por causa do efeito nos humanos. Por exemplo: quem é cruel com um cachorro pode "treinar" para ser cruel com pessoas. Ou: comer carne é ruim só porque faz mal à saúde ou ao meio ambiente.
Repare que, nessa visão, o animal em si não conta. O que conta é o que acontece com os humanos.
Posição 2: os animais importam, mas menos
Outras pessoas dizem que os animais importam por eles mesmos, mas menos do que os humanos. Elas montam uma espécie de escada, com os humanos no topo. Algumas dão quase nenhum peso aos animais. Outras dão bastante. Há também quem monte a escada pela inteligência, e não pela espécie.
Posição 3: dores iguais pesam igual
A terceira posição diz que todos os seres sencientes merecem a mesma consideração. Se um porco e uma criança sofrem uma dor do mesmo tamanho, as duas dores pesam igual.
Para essa posição, o sofrimento causado aos animais já basta para mostrar que explorá-los é injusto, mesmo que isso não prejudique nenhum humano. E vale também para o sofrimento que os animais passam na natureza, por fome, doenças ou desastres.
O que é especismo
O texto chama de especismo tratar alguém pior só por causa da espécie. E chama de antropocentrismo a ideia de que os humanos estão no centro e valem mais.
O autor mostra que a maioria das pessoas usa dois pesos e duas medidas. Se as vítimas fossem humanas, ninguém aceitaria o que se faz com os animais. Isso tem nome: padrão duplo.
Resumindo
- Há três visões: os animais não importam, importam menos, ou importam igualmente.
- Especismo é dar menos peso a alguém só pela espécie.
- A maioria das pessoas aceita com animais o que nunca aceitaria com humanos.