Questão
de Ética
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Nível básico

Nível básico

Comece por aqui: o especismo, a senciência, a exploração e o resumo da coleção.

Como estudar este nível

  • Leia primeiro a camada “Em uma frase” e depois o texto original.
  • Responda às perguntas em “Pratique” sem voltar ao texto; depois confira.
  • Ao fim de cada volume, faça o teste do volume.

Volume XII · O essencial sobre ética animal

  1. ·
    Introdução

    O Volume XII é um guia esquemático dos 11 outros volumes: cada debate aparece em quadros de tentativa de justificativa e crítica, com a indicação de onde é aprofundado.

    2 min
  2. 1
    Tentativas de justificar a desconsideração pelos animais

    As tentativas de justificar a desconsideração pelos animais (espécie, alma, capacidades, potencial, grupo, biologia, natureza, tradição, ética como invenção ou atividade humana, autoproteção, autoridade, grau de sofrimento, ecossistemas) não explicam por que esses critérios seriam relevantes.

    5 min
  3. 2
    A defesa da consideração por todos os seres sencientes

    Os principais argumentos pela consideração de todos os seres sencientes são o da sobreposição, o da relevância, o princípio da igual consideração e o da imparcialidade; o quadro também trata de testar o especismo, do benefício da dúvida, de prioridades e de merecimento.

    3 min
  4. 3
    O debate sobre o critério da senciência

    O critério da senciência recebe muitas críticas (utilitarismo, antropocentrismo, reinismo, danos sem sofrimento, invertebrados, biocentrismo, valor da vida, subjetividade, plantas), e cada uma tem sido respondida.

    5 min
  5. 4
    O dano da morte e as razões contra matar

    As tentativas de justificar matar animais sem dor (não entendem a morte, não têm desejos sobre o futuro, não têm prazeres intelectuais, são substituíveis, têm conexão psicológica fraca, sofreriam de qualquer forma, têm pouco tempo, vida após a morte) não se sustentam.

    4 min
  6. 5
    Diferenças entre ambientalismo e consideração pelos animais

    Ambientalismo e consideração pelos animais têm metas finais diferentes: um valoriza em si configurações de ecossistemas e espécies; o outro, o bem-estar dos sencientes. Equilíbrio, biodiversidade e "olhar o todo" não equivalem a cuidar dos animais.

    5 min
  7. 6
    A situação dos animais selvagens e a proposta de ajudá-los

    A proposta de ajudar os animais selvagens se apoia em que a força das razões depende da magnitude do dano, não da sua origem; e responde às objeções de que eles vivem bem, de que os ovos destruídos reduzem as vítimas e de que os filhotes quase não sofrem.

    3 min
  8. 7
    O debate sobre a proposta de ajudar os animais selvagens (parte 1)

    O quadro responde às objeções mais comuns à ajuda aos animais selvagens: fora do escopo da ética, arrogância, antropocentrismo, menos influência humana, liberdade, dependência, paternalismo, valor do sofrimento, natureza indiferente, ecologia e metas ambientalistas.

    10 min
  9. 8
    O debate sobre a proposta de ajudar os animais selvagens (parte 2)

    A segunda parte das objeções à ajuda aos animais selvagens nega a nossa responsabilidade ou questiona a praticidade; o quadro responde a cada uma e inclui a simulação do debate sobre a matança altruísta e o debate sobre a expansão da natureza.

    17 min
  10. 9
    Quais critérios utilizar para ajudar de modo eficiente?

    Para ajudar de modo eficiente, usamos critérios: gravidade (número de vítimas e quão ruim é para cada), tratabilidade, negligência, tamanho do benefício, efeitos de longo prazo e atacar causas, e não só sintomas.

    4 min
  11. 10
    Quais problemas afetam as maiores quantidades de animais?

    Os 80 bilhões de animais mortos por ano citados por ativistas são só mamíferos e aves, entre 0,1% e 0,2% dos 34 a 54 trilhões mortos na exploração; e os animais na natureza, de 1 a 10 quintilhões, fazem até esses números parecerem pequenos.

    2 min
  12. 11
    Conceitos centrais no debate sobre a importância do futuro

    Conceitos centrais sobre o futuro: riscos-s (sofrimento astronômico), a diferença para os riscos-x, seriedade como gravidade vezes probabilidade, especismo e substratismo, e a classificação dos riscos-s em incidentais, agenciais e naturais, conhecidos e desconhecidos.

    3 min
  13. 12
    Identificando fatores de risco para os riscos-s

    Como na medicina, podemos identificar fatores de risco para os riscos-s sem prever o futuro em detalhe: desconsideração por sencientes não humanos e não biológicos, tecnologia avançada, aversão à tecnologia, falta ou ineficácia de esforços, polarização e agentes malévolos.

    3 min
  14. 13
    Estratégias longoprazistas: amplas e direcionadas

    Estratégias longoprazistas podem ser amplas (bom impacto em quase todos os cenários, como aumentar a consideração pelos sencientes) ou direcionadas (grande impacto em cenários específicos, como regular a exploração espacial ou alinhar a IA); ao escolhê-las, é preciso humildade e metas amplamente aceitáveis.

    3 min
  15. 14
    Mudando o debate público e as instituições políticas

    Melhorar o debate público e as instituições é crucial para evitar riscos-s: pensar em nuances, discutir argumentos e não pessoas, honestidade intelectual, abordagem abrangente, proteger a democracia, representar todos os sencientes; pequenas melhoras já fariam grande diferença.

    3 min
  16. 15
    Debates sobre estratégias de ativismo

    O quadro resume debates estratégicos do ativismo: veganismo ou redução, reforma ou abolição, argumentos indiretos ou diretos, foco amplo ou nos animais, tecnologia ou mudança social, população ou influentes, comportamento ou atitude, ações controversas, mudanças sociais ou institucionais.

    5 min
  17. 16
    Avaliando diferentes estratégias

    Para avaliar estratégias, podemos usar metacritérios: atacar causas, prevenir retrocessos, quanto já foi tentada, histórico, quantos animais beneficia, quanto beneficia cada um, potencial de facilitar mudanças, riscos, custo-benefício, aceitação, alinhamento com outras metas, facilidade e expectativa de sucesso.

    2 min
  18. 17
    Conclusão

    O volume encerra a coleção com um panorama das principais questões da ética animal, oferecendo uma base introdutória para quem quiser se aprofundar nos outros volumes.

    1 min

Volume I · Discutindo o especismo

  1. 1
    Um panorama geral do debate sobre a consideração moral dos animais

    Há três grandes posições sobre os animais: eles não importam por si, importam menos que os humanos, ou importam igualmente quando sofrem prejuízos de mesmo tamanho. O especismo é dar menos peso a alguém só por causa da espécie.

    6 min
  2. 2
    O que importa é a espécie?

    Dizer que os humanos importam mais "porque são humanos", ou "porque são da nossa espécie", não justifica nada: é repetir a conclusão como se fosse a razão.

    3 min
  3. 3
    Características metafísicas poderiam justificar o especismo?

    Alma imortal, ser feito à imagem de uma divindade ou outras características metafísicas não justificam o especismo: não há como comprová-las, não se aplicariam só aos humanos e, sobretudo, nada têm a ver com poder sofrer.

    2 min
  4. 4
    A posse de capacidades ou relações poderia justificar o especismo?

    Razão, linguagem, senso de justiça ou relações políticas não justificam desconsiderar os animais: muitos humanos não as têm, alguns animais têm algumas delas, e elas são irrelevantes para saber quem pode ser prejudicado.

    2 min
  5. 5
    O suposto potencial que os humanos tem poderia justificar o especismo?

    O apelo ao potencial falha porque há humanos sem potencial para desenvolver certas capacidades, porque potencial não é o mesmo que ter, e porque o sofrimento de uma criança importa agora, não pelo que ela poderá vir a ser.

    2 min
  6. 6
    O que importa é pertencer à mesma espécie dos que têm certas capacidades?

    Dizer que importa pertencer à mesma espécie dos que têm certas capacidades é tendencioso: exige capacidades dos animais, mas aceita humanos sem elas só pelo grupo.

    5 min
  7. 7
    Se espécies não forem uma construção social, então o especismo está justificado?

    Mesmo que a espécie seja uma categoria biológica, e não uma construção social, isso não torna justo discriminar por espécie: escravizar pela altura ou pela cor da pele também se basearia em traços biológicos e seria injusto.

    2 min
  8. 8
    Se o especismo for natural, então o especismo está justificado?

    Do fato de algo ser natural, comum entre os animais ou instintivo, não se segue que seja bom ou justo; não há correlação entre o que é natural e o que é justificável.

    4 min
  9. 9
    As práticas especistas serem tradições mostra que devemos respeitá-las?

    O fato de uma prática ser tradicional não mostra que é justa: muitas tradições foram injustas, e defender tradições porque beneficiam pessoas ou porque teriam valor em si não justifica prejudicar as vítimas.

    5 min
  10. 10
    Se a ética é uma atividade humana, é justo desconsiderar os animais?

    Só humanos agirem moralmente não mostra que só humanos devem ser considerados: confundir quem é responsabilizável com quem precisa de consideração é como exigir que o paciente seja médico para ser atendido.

    3 min
  11. 11
    Se a ética for uma invenção, é justo desfavorecer os animais?

    Mesmo que a ética seja uma invenção humana, isso não torna todas as posições igualmente arbitrárias: a matemática e a ciência também são atividades criadas, e nelas há posições melhores e piores.

    3 min
  12. 12
    Se a ética foi inventada para autoproteção, é justo desfavorecer os animais?

    Mesmo que a ética tivesse surgido como autoproteção, descrever como uma atividade surgiu não justifica uma concepção dentro dela; e a ideia de que a ética é só autointeresse nem descreve bem como as pessoas agem.

    3 min
  13. 13
    Tentativas de justificar o especismo que apelam a autoridades

    O apelo a autoridades, religiosas ou não, não justifica o especismo: pelo dilema de Eutífron, ou a autoridade aprova algo por boas razões, e então o que importa são as razões, ou a aprovação é arbitrária.

    4 min
  14. 14
    O apelo a graus diferenciados de status moral

    A tese do status especial, segundo a qual alguns teriam um "trunfo" que lhes dá prioridade mesmo sofrendo menos, não passa no teste da imparcialidade: só a defende quem está no grupo privilegiado.

    8 min
  15. 15
    Tentativas de justificar o especismo que apelam à metaética

    Dizer "em ética não existe certo e errado" não justifica o especismo: essa afirmação metaética costuma aparecer só quando as justificativas acabam, é aplicada com padrão duplo e, seja verdadeira ou falsa, não favorece nenhum lado.

    6 min

Volume II · Considerando os seres sencientes

  1. 1
    O que é relevante para saber a quem devemos consideração?

    O que importa para saber a quem devemos consideração é quem pode ser prejudicado ou beneficiado pelas nossas decisões; capacidades para agir moralmente importam para responsabilizar, não para considerar.

    6 min
  2. 2
    O que é o argumento da sobreposição das espécies?

    Se a falta de certas capacidades e relações em alguns humanos não justifica tratá-los pior, a mesma falta nos animais também não justifica; e ela costuma ser motivo para cuidar mais, por aumentar a vulnerabilidade.

    2 min
  3. 3
    O que é senciência e por que ela é importante?

    Senciência é a capacidade de ter experiências positivas e negativas; é ela que faz alguém ser "alguém" e não "algo", e por isso poder ser prejudicado pela presença do que é ruim ou pela ausência do que é bom.

    2 min
  4. 4
    Quais seres são sencientes?

    Para saber quais seres são sencientes, investigamos indícios: sistema nervoso centralizado, outros indicadores fisiológicos, comportamento em geral e vantagem evolutiva. Muitos invertebrados satisfazem esses critérios, e a senciência não orgânica é uma possibilidade futura.

    5 min
  5. 5
    Por que igual consideração?

    O princípio da igual consideração diz que prejuízos e benefícios de magnitude similar devem ter o mesmo peso, seja de quem for; violá-lo é especismo, que não se limita à exploração, à desconsideração total nem ao antropocentrismo.

    6 min
  6. 6
    Questões relativas a merecimento poderiam justificar o especismo?

    O merecimento pode, às vezes, mudar prioridades, mas só para agentes responsabilizáveis que violaram alguma regra; como os animais não são responsabilizáveis, o merecimento não justifica dar-lhes menos peso.

    3 min
  7. 7
    A rejeição do especismo é compatível apenas com uma visão da ética?

    Rejeitar o especismo não exige aderir a uma teoria ética específica, como o utilitarismo: as mais variadas teorias, que discordam em muito, podem concordar em condenar a exploração dos animais.

    3 min
  8. 8
    Se rejeitarmos o especismo, como decidiremos questões de prioridade?

    Dar igual consideração a todos os sencientes não nos deixa sem guia para decidir prioridades: há vários critérios compatíveis com ela, como priorizar quem está pior, o maior número, o maior benefício ou o maior impacto futuro.

    2 min
  9. 9
    Mas, os humanos não são capazes de sofrer em maior grau?

    Uma cognição mais complexa nem sempre implica sofrer mais: às vezes aumenta o sofrimento (antecipar), às vezes diminui (entender que o tratamento é para o bem); e menor cognição costuma vir com maior vulnerabilidade.

    2 min
  10. 10
    O que decidiríamos sob condições de imparcialidade?

    Uma decisão é justa se for a que escolheríamos sem saber qual posição ocuparíamos entre os afetados; sem saber se seríamos humanos ou animais, não aceitaríamos a exploração nem o especismo.

    8 min
  11. 11
    Testando se uma atitude é ou não especista

    Uma atitude é especista se é injusta com seres sencientes por causa da espécie; podemos testá-la perguntando se manteríamos a decisão sem saber a espécie dos afetados, sem saber a nossa, se as vítimas fossem humanas ou se trocássemos de lugar.

    2 min
  12. 12
    Que importância devemos dar à situação dos animais?

    Diante de "por que se preocupar com animais com tantos humanos precisando?", o capítulo mostra que, pela gravidade, pelo número de vítimas e pela negligência, a causa animal mereceria prioridade muito alta sob condições de imparcialidade.

    2 min
  13. 13
    Incerteza sobre senciência e benefício da dúvida

    Diante da incerteza sobre a senciência de um ser, devemos aplicar o benefício da dúvida: errar para o lado da precaução, porque tratá-lo como objeto, se ele sentir, é um erro mais grave do que o contrário.

    10 min

Volume IV · O debate sobre a exploração animal

  1. 1
    Como vivem e morrem os animais explorados pelos humanos?

    Os animais explorados, sobretudo na alimentação, vivem em confinamento, sofrem doenças, mutilações e transporte, e são mortos em abatedouros ou na pesca de modos que jamais aceitaríamos para humanos; não há justificativa para esse padrão duplo.

    23 min
  2. 2
    Por que a exploração animal é injusta?

    A exploração animal é injusta porque viola o princípio da igual consideração e não passa no teste da imparcialidade; por isso, continua injusta mesmo se sustentável, artesanal, sem sofrimento no abate ou fora do capitalismo.

    8 min
  3. 3
    O que é veganismo?

    Veganismo é a posição de evitar prejudicar os animais por respeito a eles próprios, recusando produtos e serviços da exploração; além de reduzir a demanda, ele expõe a injustiça que os animais sofrem.

    3 min
  4. 4
    E as plantas?

    A objeção das plantas falha: plantas estão vivas, mas, sem sistema nervoso centralizado, não há indícios de que sejam sencientes; e se fossem, comer animais mataria ainda mais plantas, e o que se seguiria seria o frutarianismo, não comer de tudo.

    9 min
  5. 5
    A objeção de que o consumo de animais é natural

    Em nenhum dos sentidos de "natural" (possibilidade, instinto, o que os animais fazem, cadeia alimentar) comer carne ser natural mostra que é justificável; e a resposta "não é natural" comete o mesmo erro.

    5 min
  6. 6
    A alegação de que consumir os animais acaba com o sofrimento deles

    Dizer que consumir animais os livra de vidas de sofrimento é uma desculpa: na exploração, o consumo é o que faz nascerem animais para sofrer; e quem a usa não a aplica a humanos nem busca reduzir nascimentos.

    6 min
  7. 7
    Criar animais para consumo está justificado, uma vez que os faz existir?

    A "defesa da substituição" diz que consumir animais os beneficia por trazê-los à existência; ela não se aplica à maioria dos casos, não dá direito de causar malefício e, mesmo pelo saldo total, tende a produzir um saldo muito negativo.

    12 min
  8. 8
    Importa o que faríamos em uma ilha deserta ou em uma casa em chamas?

    O que faríamos em uma ilha deserta ou em uma casa em chamas não justifica o consumo cotidiano de animais: o que faríamos não é necessariamente certo, e ações de situações extremas não se estendem a situações comuns.

    2 min
  9. 9
    É necessário consumir produtos de origem animal?

    Consumir produtos de origem animal não é necessário para ter boa saúde: entidades de nutrição de vários países reconhecem que uma alimentação vegana bem planejada é adequada em todas as fases da vida.

    1 min
  10. 10
    O veganismo é coisa para ricos?

    O veganismo não é coisa de ricos: os alimentos básicos de uma dieta vegana (arroz, feijão, legumes, frutas) estão entre os mais baratos; produtos veganos industrializados caros não são necessários, e mais demanda baixaria os preços.

    1 min
  11. 11
    Se o mundo se tornasse vegano, haveria um excesso de animais domésticos?

    Se o mundo se tornasse vegano, não haveria excesso de animais domésticos: eles nascem por reprodução forçada para atender à demanda, e menos demanda significaria gradualmente menos nascimentos.

    1 min
  12. 12
    O veganismo causaria uma ruína à economia e perda de empregos?

    Dizer que o veganismo arruinaria a economia e os empregos falha na ética (lucro não justifica prejudicar vítimas) e nos fatos (a demanda por produtos veganos também gera empregos, e a transição é gradual).

    3 min
  13. 13
    Mas, o veganismo tem mesmo um impacto prático?

    O veganismo tem impacto prático: mesmo sem eliminar toda contribuição à exploração, cada pessoa reduz a demanda, e o crescimento da exploração não mostra falta de impacto, só que ele precisa ser comparado ao que aconteceria sem os veganos.

    2 min
  14. 14
    Mas, o veganismo não causa ainda mais mortes do que consumir animais?

    A alegação de que o veganismo mata mais animais pela agricultura não tem evidência e ignora que os animais criados comem muito mais plantações; além disso, só num mundo que considera os animais alguém se esforçará para reduzir mortes indiretas.

    3 min
  15. 15
    A preocupação com espécies justifica o consumo de animais?

    A ideia de que comer animais preserva espécies domesticadas supõe que espécies importam por si, que importam mais do que os seres sencientes e que desapareceriam sem o consumo; a primeira é controversa, a segunda é rejeitável e a terceira é falsa.

    6 min
  16. 16
    A alegação de que é melhor deixar para depois a luta pelos animais

    "Primeiro os humanos, os animais depois" falha: cada pessoa faz diferença para os animais afetados, não há prova de que a maioria rejeitaria os argumentos, e pode ser um especismo disfarçado.

    2 min
  17. 17
    Os animais já não são protegidos pela lei?

    A exploração animal não é fruto de leis desrespeitadas: ela é legal. Os animais têm, juridicamente, o status de propriedade, o que impede proteção significativa; mudá-lo exige mudar o modo como as pessoas os enxergam.

    3 min
  18. 18
    A alegação de que os defensores dos animais estão impondo o seu estilo de vida

    Dizer que leis de proteção aos animais seriam "impor um estilo de vida" é autorrefutante: defende um direito contra imposições e, ao mesmo tempo, o direito de impor sofrimento e morte aos animais.

    3 min
  19. 19
    A exploração sobre insetos e por que devemos nos opor a ela

    Há evidências crescentes de senciência em insetos, e a exploração deles (para ração, alimento, seda, corante) já mata trilhões por ano em condições muito ruins; dado o número de vítimas, é um dos problemas mais importantes.

    8 min
  20. 20
    O debate sobre a experimentação animal

    Os argumentos da necessidade e da eficácia não justificam a experimentação animal; dar mais peso aos humanos não se sustenta, nem a posição "kantismo para humanos, utilitarismo para animais"; podemos continuar pesquisando sem usar animais.

    17 min