Volume IV · O debate sobre a exploração animal · capítulo 7
Criar animais para consumo está justificado, uma vez que os faz existir?
Antes de ler camada de estudo, não faz parte do texto original
A "defesa da substituição" diz que consumir animais os beneficia por trazê-los à existência; ela não se aplica à maioria dos casos, não dá direito de causar malefício e, mesmo pelo saldo total, tende a produzir um saldo muito negativo.
Algumas pessoas dizem: "se não fosse para virar comida, esse animal nem teria nascido, então ele deveria agradecer". Mas dar a vida a alguém não dá o direito de tirá-la. Os pais não podem fazer o que quiserem com os filhos.
Convidar alguém para uma festa não dá direito de assaltá-lo na saída. Causar um bem não autoriza causar um mal.
- P1 O argumento diz que a criação beneficia os animais porque os faz existir.
- P2 A maioria dos animais explorados tem vidas de sofrimento intenso, nas quais nascer não é um benefício.
- P3 Mesmo quando fosse, causar um benefício não dá direito de causar um malefício.
- P4 E, pelo saldo total, a substituição tende a gerar mais sofrimento ao longo do tempo.
- C Logo, trazer animais à existência não justifica criá-los para consumo.
Forma lógica do argumento central do capítulo. Se as premissas forem verdadeiras, a conclusão se segue. Para discordar, é preciso mostrar qual premissa é falsa.
Eles dizem “Se não fosse a pecuária, essas vacas nem existiriam.”
Resposta Elas existem para sofrer e morrer jovens. Nenhum pai teria o direito de matar um filho alegando que, sem ele, o filho não existiria.
Mais objeções e respostas em Desbancando objeções.
Texto original Luciano Carlos Cunha · Volume IV, p. 46 da edição em PDF
7.1. Consumir os animais causa-lhes um benefício por trazê-los à existência?
Consumir os animais, apesar de causar suas mortes, faz com que outros nasçam no mesmo sistema, substituindo-os. Por vezes é defendido que isso torna correto o consumo de animais pois, alegadamente, os beneficiaria fazendo-os nascer. Esse argumento vem sendo conhecido como defesa da substituição124.
7.2. O argumento não se aplica à vasta maioria dos casos
Um primeiro problema com esse argumento é que, como vimos no capítulo 1, uma quantidade gigantesca dos animais criados para consumo vive vidas que são, literalmente, um inferno. Esse é o caso dos animais que nascem na pecuária industrial, por exemplo. Portanto, não são beneficiados de maneira alguma por nascerem em tais condições. Muito pelo contrário.
Porém, o proponente da substituição poderia dizer que a sua proposta é justamente reformar o sistema de para que os animais levem vidas positivas. É claro, é duvidoso que isso seria possível na prática, dada a alta demanda por produtos de origem animal. Entretanto, independentemente disso, é possível desafiar a própria ideia de que os animais são . É o que veremos a seguir.
7.3. Causar um benefício dá direito à causar um malefício?
O segundo problema com a defesa da substituição é que, mesmo que o consumo de animais os fizesse nascer para terem vidas positivas, isso não implica necessariamente que é correto matá-los. Se implicasse, também seria correto que os pais matassem os filhos, desde que lhes dessem vidas positivas e fizessem nascer outros para substituí-los.
Se os animais não fossem prejudicados com a morte, talvez fizesse sentido dizer que tudo bem matá-los, desde que tivessem uma vida positiva e fossem substituídos. Entretanto, os
animais são prejudicados com a morte porque esta os impede de desfrutar das experiências positivas que teriam se continuassem vivos.
É claro, existem casos onde os animais, se continuassem vivos, experimentariam somente sofrimento. Nesses casos é menos ruim morrer do que continuar vivo. Entretanto, esse não pode ser o caso dos animais aos quais a defesa da substituição faz referência, uma vez que o argumento tenta justificar o consumo de animais alegando que tal prática faria nascer animais que teriam vidas positivas. Entretanto, nessas condições tais animais seriam prejudicados com a morte, já que esta impediria a continuação de uma vida positiva.
Em resumo, pode haver razões para fazer com que animais nasçam para ter vidas positivas (por exemplo, se alguém possui a meta de fazer com que o mundo contenha o maior número possível de seres com vidas positivas). Entretanto, uma vez que os animais já levam vidas positivas, há então fortes razões contra matá-los, pois são prejudicados com a morte. Portanto, o fato de que o consumo de animais poderia, em condições ideais, fazer com que certos animais nascessem para ter vidas positivas não é suficiente para justificar o consumo de animais.
Nesse ponto poderia ser questionado o seguinte: se o está no impedimento das experiências positivas que alguém teria, que diferença há entre matar um ser que já existe e deixar de produzir um novo ser, uma vez que em ambos os casos alguém é impedido de desfrutar o que é positivo? A resposta para isso é que, no caso de seres sencientes que já existem e levam vidas positivas, há indivíduos que seriam prejudicados com a morte. Em contrapartida, no caso de deixar de produzir novos seres, não há alguém que seria prejudicado: tudo o que há são inúmeras possibilidades de indivíduos futuros. Para isso ficar mais claro, considere o exemplo a seguir.
Imaginemos que, se uma mulher decide engravidar neste mês, depois de nove meses nascerá o indivíduo A mas que, se decide esperar o próximo mês, nascerá o indivíduo B, de outro óvulo, e assim sucessivamente para os meses seguintes. Seja lá se ela decide engravidar agora, no próximo mês ou em qualquer outro momento, haverá muitas possibilidades futuras de indivíduos que não chegarão a se realizar. Mas, isso não é o equivalente de matar alguém que já existe, pois nesse caso o que há são possibilidades futuras de indivíduos, e não, indivíduos. Se fosse o equivalente, então todas as pessoas que não tivessem o maior número possível de filhos com vidas positivas deveriam ser condenadas por homicídio em série. Isso sugere fortemente que matar seres sencientes já existentes é um mal mais grave do que deixar de produzir novos seres sencientes com vidas significativas.
Isso não significa que devamos necessariamente rejeitar a meta de fazer com que exista a maior quantidade possível de seres sencientes com vidas positivas no mundo ao longo do tempo. Significa apenas que tal meta não parece justificar matar seres sencientes já existentes.
7.4. A objeção de que alguns animais quase não são prejudicados com a morte
Por vezes é defendido que alguns animais (a saber, aqueles que alegadamente não retém uma conexão psicológica forte ao longo do tempo) não seriam prejudicados com a morte e seriam, portanto, substituíveis. A seguir discutiremos duas tentativas de fundamentar essa alegação: o apelo à identidade e o apelo às razões prudenciais125.
7.4.1. O apelo à identidade
Segundo determinada teoria, o que faz alguém ser o mesmo indivíduo ao longo do tempo é sua 126. Segundo essa teoria um ser que não possui sentido temporal de si (isto é, não retém memórias e não se imagina no futuro) não é o mesmo indivíduo ao longo do tempo: a cada instante um indivíduo é aniquilado e surge outro para substituí-lo no mesmo corpo. Alguém que aceita essa teoria poderia então dizer que, no caso de um ser assim. tanto faz manter esse corpo vivo ou matá-lo e fazer nascer outro127, pois de qualquer maneira o indivíduo que existe agora é aniquilado (a diferença será apenas que o novo indivíduo nascerá nesse mesmo corpo ou em outro).
Uma maneira de criticar a teoria da identidade individual baseada na conexão psicológica é acusá-la de confundir dois sentidos do termo “o mesmo”: o sentido qualitativo e o sentido numérico128. Faz sentido afirmar que alguém que perdeu suas memórias “não é mais o
mesmo” qualitativamente (isto é, no sentido de ser muito diferente psicologicamente do que era antes). Contudo, isso não significa que numericamente seja outro indivíduo a ocupar aquele corpo e que o indivíduo anterior foi aniquilado. Pode muito bem ser o mesmo indivíduo numericamente, apesar de não se lembrar de nada do que aconteceu consigo até então. Se há essa possibilidade, então a conexão psicológica não determina a identidade numérica dos indivíduos (pois, se determinasse, a perda total de memórias necessariamente faria surgir outro indivíduo numericamente distinto).
Se fosse a conexão psicológica que determinasse a identidade numérica dos indivíduos, então se copiássemos a conexão psicológica de alguém que já existe para outro cérebro, ambos seriam o mesmo indivíduo numericamente. É claro que, em tal situação, ambos pensariam que são o mesmo indivíduo. Mas, isso não significa que são realmente o mesmo indivíduo. A razão mais óbvia para pensarmos que são dois indivíduos numericamente distintos é que aquilo que um experimenta o outro não experimenta, e as decisões de um afetam o seu próprio corpo e não o corpo do outro. Em resumo, tratam-se de duas consciências distintas (isto é, dois pontos de vista subjetivos distintos), apesar de terem a mesma conexão psicológica. Assim, se temos nesse caso dois indivíduos numericamente distintos, mas com a mesma conexão psicológica, então a conexão psicológica não determina a identidade numérica de um indivíduo.
Sendo assim, se a teoria da identidade que é baseada na conexão psicológica não está correta, também não está correta a defesa da substituição que é baseada nela.
Uma possível objeção seria concordar que a conexão psicológica não determina a identidade numérica, mas defender que as razões contra evitar a morte dependem da identidade qualitativa, não da identidade numérica. Segundo essa visão, o que importa é manter as conexões psicológicas existindo, e não seus portadores. Contudo, considere o exemplo a seguir. Imagine que um cientista promete que, desde que você pague uma boa quantia, terá uma vida após a morte, e que será uma vida muito prazerosa. Você junta suas economias e paga a quantia. Em seguida o cientista explica como será o procedimento: sua conexão psicológica (memórias, traços de caráter etc.) será copiada para outro cérebro, em outro corpo, e o ser que viverá nesse corpo lembrará que é você e pensará que é você, e viverá a vida feliz que você pagou para ter. Você, com indignação, protesta: "mas eu (apontando para si próprio) quero viver a vida que paguei para ter! Esse cara é outro indivíduo apesar de ter minha conexão psicológica!". O cientista responde: "eu concordo que esse cara é outro indivíduo numericamente, mas é igual a você qualitativamente, pois possui a sua conexão psicológica, e é isso que importa". O ponto que esse exemplo visa mostrar é o seguinte: se faz sentido você sentir indignação em relação ao que o cientista fez com você, então as razões contra evitar a morte não dependem da identidade qualitativa, e sim, da identidade numérica. Mas, se como vimos antes, a conexão psicológica não determina a identidade numérica, então a defesa da substituição que apela à conexão psicológica não obtém sucesso.
7.4.2. O apelo às razões prudenciais
Outra tentativa de defender que os animais que possuem pouca conexão psicológica são substituíveis concorda que a conexão psicológica não é relevante para determinar a identidade de um indivíduo, mas defende que ela é relevante para determinar a força das razões prudenciais de um indivíduo129.
Razões prudenciais são as razões que alguém possui para tentar evitar eventos negativos e para buscar eventos positivos que poderiam acontecer consigo próprio. De acordo com a visão que estamos a discutir, a força dessas razões deveria ser determinada multiplicando-se o quão bom ou ruim seria o evento pela conexão psicológica que o indivíduo manteria entre o instante atual e o seu “eu futuro”130.
Segundo essa visão os seres que possuem pouca conexão psicológica não são muito prejudicados com a morte, mesmo que ela os prive de ter experiências bastante satisfatórias (porque então o valor dessas experiências teria de ser multiplicado por um número muito baixo, referente à conexão psicológica).
Entretanto, considere o seguinte exemplo. Imaginemos que Bia ainda é uma criança de cinco anos, e tem o desejo de conhecer as pirâmides do Egito. Contudo, imaginemos que, se ela viajar agora, enquanto possui uma conexão psicológica forte com quem ela é agora, a viagem será prazerosa, mas que será muito mais prazerosa se ela viajar quando for adulta. Contudo, quando for adulta, terá uma conexão psicológica muitíssimo fraca com quem ela é agora (suas memórias, traços de caráter, crenças, desejos e intenções terão mudado bastante).
Parece que Bia tem razões prudenciais para preferir fazer a viagem quando for adulta, simplesmente porque a viagem lhe será muito mais prazerosa. Se isso estiver correto, então a conexão psicológica não é relevante para determinar a força das razões prudenciais que alguém possui para buscar eventos positivos e, por conseguinte, para evitar a morte.
Isso sugere que um indivíduo que possui pouca (ou mesmo nenhuma) conexão psicológica com o seu futuro não é necessariamente pouco prejudicado com a morte, pois deixar de experimentar os eventos positivos que a morte impediria não lhe é, por isso, pouco prejudicial. Portanto, um apelo à conexão psicológica não parece conseguir mostrar que os animais não humanos que, alegadamente, têm pouca conexão psicológica, são pouco prejudicados com a morte.
7.5. A objeção de que o consumo de animais poderia aumentar o saldo total positivo
Alguns autores131 defenderam que, se o consumo de animais os fizesse nascer para ter vidas positivas, como cada animal seria substituído por outro depois de ser morto, ao longo do tempo haveria muito mais animais nascendo e levando vidas satisfatórias do que se a exploração animal fosse abolida (pois então provavelmente menos animais nasceriam). Por isso, defenderam uma reforma na exploração animal para que os animais levem vidas significativas, em vez da abolição da exploração animal.
Uma maneira de criticar essa posição é, como vimos no item 7.3, defender que o mal de matar um ser que já existe não é compensado pelo benefício de produzir um novo ser que levaria uma vida significativa. Entretanto, outra maneira de criticá-la é defender que, mesmo levando em conta apenas a meta de maximizar o saldo total de bem-estar, se levarmos em conta todas as consequências (e não apenas as consequências diretas do consumo), defender a abolição do uso de animais parece ter muito maiores probabilidades de realizar essa meta do que um ideal que reforça a ideia de que os animais não humanos são recursos para os humanos.
A abolição do uso de animais enquanto recursos, por divulgar o ideal de consideração pelos seres sencientes, poderia motivar as pessoas a tentar minimizar o sofrimento e as mortes que
os animais padecem em decorrência dos 132 (que, ao contrário do que poder-se-ia pensar inicialmente, afeta uma quantidade enormemente maior de animais do que a quantidade de animais que é vítima da exploração). Também poderia motivar as pessoas a tentar minimizar os riscos de sofrimento futuro que, caso se concretizem, podem ser tão astronômicos que tornariam o sofrimento existente atualmente (somando-se o sofrimento decorrente das práticas humanas e aquele decorrente de processos naturais) um “grão de areia” em comparação.
A defesa do consumo de animais, por outro lado, reforça o especismo133 e a ideia de que os animais não humanos são meros recursos, tornando bastante provável que contribua para que seu sofrimento também seja negligenciado, seja de origem antropogênica ou natural. Assim, se a meta de alguém é alcançar as melhores consequências ao longo do tempo, terá que proibir a substituição134.
7.6. Conclusão
Vimos que há boas razões para pensarmos que os animais são, de fato, bastante prejudicados com a morte, ainda mais nas condições ideais que a defesa da substituição supõe, onde levariam vidas positivas. Além disso, vimos que o mal de matar um ser senciente que tem uma vida positiva não parece ser compensado pela criação de novos seres que levariam vidas positivas.
Por fim, vimos que, mesmo que não levássemos em conta o dano da morte e nossa meta fosse apenas maximizar o saldo total de bem-estar, provavelmente a substituição contribuiria para que ao longo do tempo fosse produzido um saldo altamente negativo de bem-estar. Por outro lado, como vimos, defender a abolição do uso de animais, por promover a consideração por todos os seres sencientes e a consequente preocupação com todos os problemas que poderiam afetá-los, seria uma forma bastante promissora de maximizar o saldo total de bem-estar ao longo do tempo. Se isso estiver correto, então temos fortes razões para rejeitar a substituição.
Pratique
Camada de estudo. As respostas se baseiam no texto do capítulo.
O argumento se aplica à maioria dos casos de exploração?
Causar um benefício dá direito de causar um malefício?
Para pensar
Você aceitaria que alguém lhe causasse um grande mal porque, no passado, lhe fez um grande bem?
Notas do autor 11
- 124 Defesas da substituição podem ser encontradas em Ferré (1986, p. 399); (2002 [1993], p. 128-143); (1996, p. 100) e (1999, p. 238-9). ↩
- 125 Uma discussão mais detalhada sobre esse ponto pode ser encontrada nos capítulos 8 e 9 do terceiro volume da Coleção Uma Jornada Pela Ética Animal. ↩
- 126 Essa visão é normalmente atribuída à (1975 [1694], p. 335), mas foi defendida também por vários filósofos no século XX. Para uma lista desses autores, ver Olson (2021). ↩
- 127 Para um exemplo de defesa da substituição que apela à noção de "falta de um sentido temporal de si", ver Singer (2002 [1993], p. 128-143). ↩
- 128 Sobre essa distinção, ver Noonan e Curtis (2018). ↩
- 129 Essa visão é defendida por (2002, p. 43, 66-9, 75-80). ↩
- 130 McMahan (2002, p. 80). ↩
- 131 Ver, por exemplo, (1988) e Hare (1999, p. 238-239) ↩
- 132 Para uma discussão sobre as implicações éticas dessa situação, ver (2022). ↩
- 133 Sobre a definição de especismo, ver (2022) ↩
- 134 Neste outro texto essa questão é discutida em mais detalhes. ↩
Fontes citadas neste texto 11
A lista completa do volume está em referências do Volume IV.
- CRISP, R. Utilitarianism and Vegetarianism. International Journal of Applied Philosophy, v. 4, n. 1, p. 41-9, 1988.
- CUNHA, L. C. Razões para ajudar: o sofrimento dos animais selvagens e suas implicações éticas. Curitiba: Appris, 2022a.
- FERRÉ, F. Moderation, Morals and Meat. Inquiry, v. 29, p. 391-406, 1986.
- HARE, R. M. Why I Am Only a Demi-Vegetarian. In: JAMIESON, D. (org.). Singer and His Critics. London: Blackwell, 1999, p. 233-246.
- HORTA, O. O que é o especismo? Ethic@, v. 21, n. 1, 162-193, 2022 [2010].
- LOCKE, J. An Essay Concerning Human Understanding. Oxford: Clarendon Press, 1975 [1694].
- MCMAHAN, J. The Ethics of Killing: Problems at the Margins of Life. Oxford: Oxford University Press, 2002.
- NOONAN, H; CURTIS, B. Identity. In: ZALTA, E. N. (org.). The Stanford Encyclopedia of Philosophy, Summer 2018 Edition.
- OLSON, E. T. Personal Identity. In: ZALTA, E. N. (org.). The Stanford Encyclopedia of Philosophy, Spring 2021 Edition.
- SCRUTON, R Animal rights and wrongs. London: Metro, 1996.
- SINGER, P. Ética Prática. 3 ed. Trad. Jefferson L. Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 2002 [1993].
Este capítulo no Volume XII
Como o autor resume este debate no Essencial sobre ética animal.
Comê-los beneficia-os, pois os faz nascer, e a morte de um é anulada pelo nascimento de outro. (III, cap. 8 e 9; IV, cap. 7).
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