Lawrence Becker
Filósofo estadunidense.
Em The Priority of Human Interests (1983) defende a prioridade dos interesses humanos com base em laços sociais e proximidade.
Citado em 1 capítulo: I.4
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Os autores e instituições citados na coleção: quem são e o que defendem no contexto da discussão. Ajuda a entender por que cada um é mencionado.
Contexto, não endosso: muitos autores são citados justamente como exemplos das posições que a coleção critica. A descrição resume a posição relevante para o debate, não toda a obra da pessoa. Os números indicam volume e capítulo.
Filósofo estadunidense.
Em The Priority of Human Interests (1983) defende a prioridade dos interesses humanos com base em laços sociais e proximidade.
Citado em 1 capítulo: I.4
Filósofo britânico.
Em Duty and the Beast (1978) admite deveres para com animais, mas de peso menor que os deveres para com humanos.
Citado em 1 capítulo: I.1
Filósofo britânico-americano, contratualista.
Em The Animals Issue (1992) sustenta que os animais não têm status moral direto, pois não podem participar de um contrato moral; nossas obrigações com eles seriam apenas indiretas.
Citado em 7 capítulos: I.1, I.4, I.12, I.14, II.10, XI.6, XII.1
Filósofa britânica.
Em Death, Misfortune and Species Inequality (1981) argumenta que a morte não é um infortúnio para animais porque eles não teriam desejos categóricos sobre o próprio futuro.
Filósofo estadunidense.
Discutiu as bases morais do vegetarianismo e defendeu que é razoável dar mais peso aos humanos.
Citado em 1 capítulo: I.5
Filósofa estadunidense, de linha wittgensteiniana.
Em Eating Meat and Eating People (1978) defende que nossa moral é moldada por relações e pela ideia de "companheiros humanos", não por capacidades; aceita compaixão pelos animais, mas não igualdade.
Filósofo e ex-ministro francês.
Em A Nova Ordem Ecológica (1992) critica a ecologia profunda e o antiespecismo, defendendo um humanismo em que só humanos têm dignidade plena.
Citado em 1 capítulo: I.4
Filósofo britânico-americano (1941–2012).
Em Interests and Rights (1980) negou que animais tenham interesses no sentido moral por não terem linguagem; defendeu a experimentação animal.
Citado em 1 capítulo: I.4
Filósofo australiano.
Em The Philosopher's Dog (2002) explora a relação entre humanos e animais, defendendo uma visão que separa o lugar moral dos humanos.
Filósofo britânico.
Em Against Liberation (1991), de inspiração wittgensteiniana, nega que os animais tenham vida mental rica o bastante para pesar moralmente como os humanos.
Filósofo libertário húngaro-americano (1939–2016).
Em Putting Humans First (2004) defende que os humanos têm prioridade moral por serem agentes morais e que animais não têm direitos.
Filósofo australiano.
Argumentou que só quem pode reivindicar algo para si pode ter direitos, o que excluiria os animais.
Citado em 1 capítulo: I.5
Filósofa britânica (1919–2018).
Em Animals and Why They Matter (1983) critica o tratamento dos animais, mas defende que a preferência pela própria espécie é um laço natural e até certo ponto legítimo.
Citado em 1 capítulo: I.4
Filósofo canadense, contratualista libertário.
Argumenta que a moralidade é um acordo entre quem pode cooperar e retaliar; como os animais não podem, não teriam direitos (Animal Rights, 1977).
Farmacologista britânico (1917–1993).
Em Man and Mouse (1984) defende a experimentação animal por seus benefícios médicos para os humanos.
Citado em 1 capítulo: I.5
Psicólogo evolucionista estadunidense.
Em Darwinian Dominion (1999) defende que favorecer a própria espécie é natural e moralmente justificado pela evolução.
Juiz e teórico do direito estadunidense.
Em debate com Singer, defendeu que é legítimo dar preferência aos humanos e confiar na intuição de que humanos importam mais.
Filósofo conservador britânico (1944–2020).
Em Animal Rights and Wrongs (1996) afirma que direitos pertencem só a membros da comunidade moral, capazes de deveres; aos animais devemos apenas certa piedade.
Filósofo estadunidense.
Defende que o status humano depende da "norma da espécie" (The Species-Norm Account of Human Status, 2005).
Filósofa holandesa (Wageningen).
Trabalha na intersecção entre ética animal e ética ambiental, incluindo o manejo de animais selvagens.
Citado em 5 capítulos: VII.13, VII.21, VII.22, VII.26, XII.6
Filósofo ambiental estadunidense, principal intérprete da "ética da terra".
Defende uma ética holista: o bem da comunidade biótica (ecossistemas e espécies) é o critério último de valor. Em Animal Liberation: A Triangular Affair (1980) chegou a sustentar que esse bem pode prevalecer sobre o de indivíduos, inclusive humanos; depois suavizou a posição.
Citado em 14 capítulos: I.1, I.4, IV.15, V.1, V.2, V.7, V.8, VII.16, VII.20, XI.6, XII.1, XII.3, XII.5, XII.6
Filósofo australiano.
Em Faking Nature (1982) defende que a natureza original tem um valor que uma natureza restaurada não recupera.
Filósofo estadunidense.
Em On Being Morally Considerable (1978) argumenta que estar vivo, e não ser senciente, é o critério de consideração moral.
Filósofo ambiental estadunidense.
Fundamenta o valor da natureza em suas qualidades estéticas.
Filósofo ambiental estadunidense.
Defende o valor da natureza "selvagem" e discute espécies exóticas e o respeito pela autonomia dos processos naturais.
Filósofo ambiental estadunidense.
Atribui valor objetivo aos ecossistemas e às espécies, e defende que a predação faz parte do valor da natureza.
Citado em 8 capítulos: IV.15, V.1, V.2, V.7, V.8, VII.23, XII.3, XII.5
Filósofo ambiental estadunidense.
Critica a restauração e a intervenção na natureza como formas de dominação humana sobre ela.
Ecólogo e silvicultor estadunidense (1887–1948).
Em A Sand County Almanac (1949) formulou a ética da terra: algo é certo quando tende a preservar a integridade, a estabilidade e a beleza da comunidade biótica. O valor está no todo, não nos animais individualmente.
Ecologista finlandês radical (1932–2020).
Colocava a preservação da natureza acima do bem dos humanos e de outros animais, chegando a defender a redução drástica e autoritária da população humana. É citado como exemplo extremo de ambientalismo holista.
Filósofo norueguês (1912–2009), fundador da ecologia profunda.
Atribui valor intrínseco à natureza e à diversidade da vida como um todo, não apenas aos seres sencientes.
Filósofo ambiental estadunidense.
Em Animal Liberation and Environmental Ethics: Bad Marriage, Quick Divorce (1984) argumenta que a defesa dos animais e o ambientalismo são incompatíveis.
Citado em 1 capítulo: IV.15
Teólogo, médico e filósofo (1875–1965).
Propôs a "reverência pela vida": todo ser vivo merece respeito, o que inspira o biocentrismo.
Pesquisadora estadunidense.
Analisa programas ambientalistas que matam animais considerados "fora do lugar", como espécies introduzidas.
Biólogo estadunidense (1936–2020), um dos fundadores da biologia da conservação.
Defendeu que a diversidade biológica tem valor em si e que a conservação deve proteger espécies e ecossistemas.
Filósofo estadunidense (1923–2015).
Em Respect for Nature (1986) defende o biocentrismo: todo ser vivo tem um "bem próprio" e valor inerente, sejam animais sencientes, plantas ou microrganismos.
Citado em 9 capítulos: IV.20, V.1, VI.15, VI.17, VI.21, VII.18, VII.20, VII.31, XII.6
Filósofo estadunidense.
Em In Nature's Interests? (1998) defende que todos os seres vivos têm "interesses biológicos", embora dê prioridade a interesses de seres conscientes.
Filósofo estadunidense.
Propõe uma teoria dos "círculos concêntricos": obrigações mais fortes com quem está mais próximo, em uma ética ambiental pluralista.
Filósofa estadunidense.
Aplica a ética das virtudes à questão animal, mostrando que ela também condena prejudicar animais sem necessidade.
Escritora ecofeminista estadunidense.
Em A Política Sexual da Carne (1990) relaciona a opressão das mulheres e a dos animais; associada à ética do cuidado.
Citado em 1 capítulo: V.7
Filósofa italiana.
Em The Animal Question (2001) estende a teoria dos direitos humanos aos animais; organizou com Singer o Projeto Grandes Primatas.
Citado em 1 capítulo: III.4
Autor desta coleção, doutor em ética e filosofia política (UFSC).
Nas obras citadas, defende a igual consideração de todos os seres sencientes, inclusive os animais selvagens vítimas de processos naturais.
Citado em 74 capítulos: I.1, I.4, I.7, I.9, I.10, I.11, II.1, II.3, II.5, II.6, II.7, II.8, II.10, II.11 e mais 60
Filósofo estadunidense.
Em Taking Animals Seriously (1996) defende consideração séria pelos animais, mas admite pesos diferentes conforme a complexidade mental, sobretudo quanto ao dano da morte.
Citado em 1 capítulo: I.1
Filósofo estadunidense.
Em Babies and Beasts (1997) analisa a história do argumento da sobreposição das espécies.
Teórica feminista estadunidense.
Desenvolve a ética do cuidado aplicada aos animais, centrada na empatia e na atenção ao sofrimento.
Filósofa.
Sistematizou o argumento da sobreposição das espécies (The Argument from Species Overlap, 2002).
Organização internacional sem fins lucrativos, que financiou esta coleção.
Promove a consideração moral de todos os seres sencientes, com foco no especismo, nos animais selvagens e na biologia do bem-estar.
Citado em 58 capítulos: I.1, I.2, II.3, II.4, II.5, II.7, II.10, II.11, II.12, II.13, IV.1, IV.4, IV.6, IV.7 e mais 44
Jurista e filósofo estadunidense.
Defende a abordagem abolicionista: o problema central é os animais serem propriedade; propõe o veganismo como base moral e critica as reformas bem-estaristas.
Citado em 9 capítulos: II.1, IV.17, V.2, VI.1, VII.31, VIII.11, IX.13, XI.5, XI.6
Filósofo político estadunidense (1925–2013).
Em Animal Rights and Moral Philosophy (2005) argumenta que o imperativo categórico de Kant, bem entendido, exige tratar todos os seres sencientes como fins em si.
Escritor e inventor britânico (1783–1861).
Pioneiro: em Moral Inquiries (1824) defendeu não usar produtos animais e já discutia ajudar animais contra danos naturais, como a predação.
Filósofo espanhol (Universidade de Santiago de Compostela), cofundador da organização Ética Animal.
Um dos principais autores sobre especismo e sobre o sofrimento dos animais selvagens; defende que danos naturais importam tanto quanto os causados por humanos.
Citado em 62 capítulos: I.1, I.3, I.4, I.6, I.7, I.10, I.11, I.12, I.14, II.1, II.2, II.3, II.5, II.10 e mais 48
Filósofo estadunidense.
Escreve sobre ética animal e ambiental, incluindo zoológicos e mudança climática.
Filósofo estadunidense.
Com Niall Shanks, em Brute Science (1996), questiona a validade científica da experimentação animal.
Citado em 1 capítulo: IV.20
Filósofo espanhol (1941–2017).
Em ¡Vivan los animales! (1998) critica a crueldade com os animais, mas admite hierarquias de consideração.
Filósofo brasileiro.
Autor de Ética & Animais (2006), introdução ao debate em língua portuguesa.
Filósofo estadunidense.
Defende argumentos morais pelo veganismo e contra o uso de animais.
Filósofa estadunidense.
Estende a abordagem das capacidades aos animais: cada um deve poder florescer segundo a sua forma de vida (Justiça para os Animais, 2023).
Citado em 1 capítulo: VII.31
Filósofo sueco.
Defende uma base de igualdade entre espécies (A Basis for (Interspecies) Equality, 1993).
Citado em 1 capítulo: I.1
Filósofa estadunidense.
Em Beyond Prejudice (1995) desenvolve o argumento dos "casos marginais": se humanos sem certas capacidades contam, animais sem elas também.
Filósofo estadunidense (1941–2003).
Em Created from Animals (1990) defende o "individualismo moral": o tratamento deve depender das características de cada indivíduo, não da espécie.
Filósofo estadunidense (1938–2017).
Em The Case for Animal Rights (1983) defende que todo "sujeito-de-uma-vida" tem valor inerente e direitos, o que exclui usá-lo como mero recurso.
Citado em 11 capítulos: I.7, IV.15, VI.2, VI.9, VI.10, VI.13, VII.12, VII.31, XI.5, XI.6, XI.7
Filósofo estadunidense (1943–2021), pioneiro da ética veterinária.
Defende que os animais têm interesses e um "telos" (natureza própria) que devem ser respeitados, e discutiu a experimentação animal.
Filósofo britânico.
Aplica o contratualismo de Rawls aos animais: atrás do véu da ignorância, não saberíamos se seríamos humanos, então a justiça incluiria os animais.
Citado em 11 capítulos: I.11, I.14, II.1, II.10, II.11, III.12, IV.19, VI.1, VIII.12, IX.2, XI.6
Psicólogo britânico.
Cunhou o termo "especismo" em 1970 e depois propôs o "dorismo" (painism): o que importa é a dor de cada indivíduo.
Citado em 8 capítulos: I.1, I.14, II.10, IV.19, VI.8, VII.3, XI.6, XI.7
Filósofo australiano, utilitarista.
Em Libertação Animal (1975) popularizou o termo "especismo" e o princípio da igual consideração de interesses: sofrimento de igual intensidade conta igualmente, seja de quem for.
Citado em 31 capítulos: I.1, I.5, I.6, I.11, II.2, II.3, II.5, II.6, III.2, III.4, III.6, III.8, IV.4, IV.7 e mais 17
Filósofo estadunidense.
Argumentou que a posição original de Rawls, coerentemente aplicada, deveria incluir os animais (Of Beasts, Persons and the Original Position, 1979).
Filósofo espanhol.
Defende que a ética animal deve se ocupar dos danos naturais sofridos pelos animais selvagens.
Ativista e escritor francês antiespecista.
Critica a idealização da natureza e defende que o antiespecismo deve considerar também os animais selvagens.
Citado em 5 capítulos: VII.1, VII.18, VII.31, VIII.12, XII.6
Filósofo britânico.
Em The Moral Status of Animals (1977) e no artigo sobre "o problema da predação" discute se teríamos de intervir na natureza.
Citado em 1 capítulo: I.6
Economista estadunidense.
Em Policing Nature (2003) argumenta que, em princípio, temos razões para reduzir a predação quando isso for viável.
Citado em 6 capítulos: VII.1, VII.18, VII.31, VIII.12, IX.2, XII.6
Filósofo espanhol.
Escreve sobre a ética da intervenção na natureza em favor dos animais.
Filósofa estadunidense.
Discute o "problema da predação" entre ética ambiental e ética animal.
Filósofa portuguesa, pesquisadora da Ética Animal.
Autora de Animal Ethics in the Wild (2023); argumenta que temos razões para ajudar animais selvagens prejudicados por processos naturais.
Citado em 24 capítulos: II.8, III.7, IV.6, V.1, V.3, V.5, V.6, V.8, VI.11, VII.1, VII.10, VII.11, VII.19, VII.21 e mais 10
Filósofo canadense.
Em Wild Animal Ethics (2021) defende intervenções, com base na pesquisa, para reduzir o sofrimento dos animais selvagens.
Filósofo e ativista suíço.
Defende a ética focada no sofrimento e a preocupação com animais selvagens e com riscos de sofrimento futuro.
Economista malaio-australiano.
Em Towards Welfare Biology (1995) propôs a "biologia do bem-estar" e argumentou que o sofrimento predomina na natureza por conta da reprodução em massa.
Filósofo estadunidense.
Em Morals, Reason and Animals (1987) defende a libertação animal e discute que, em princípio, teríamos razões para impedir a predação quando possível.
Citado em 13 capítulos: I.1, III.1, III.2, III.4, VI.9, VI.10, VII.1, VII.15, VII.18, VII.31, VIII.12, XII.1, XII.6
Filósofo estadunidense.
Discute direitos dos animais diante da predação e do dever de assistência.
Pesquisador em ética animal.
Trabalha sobre o bem-estar dos animais selvagens e a viabilidade de intervenções para ajudá-los.
Citado em 9 capítulos: IV.6, V.3, V.6, VII.19, VII.24, VII.26, VII.27, IX.9, IX.13
Ensaísta estadunidense.
Autor de Essays on Reducing Suffering; estima números de animais (sobretudo insetos) e defende reduzir o sofrimento dos animais selvagens e os riscos de sofrimento futuro.
Citado em 45 capítulos: I.14, II.4, II.5, II.10, III.10, III.12, IV.6, IV.19, VI.3, VI.6, VI.15, VI.16, VI.19, VII.1 e mais 31
Pesquisador estadunidense, cofundador do Sentience Institute.
Em The End of Animal Farming (2018) analisa estratégias para acabar com a pecuária, incluindo tecnologia alimentar e mudança institucional.
Citado em 5 capítulos: VIII.1, VIII.2, VIII.11, VIII.12, XII.15
Pesquisador alemão, cofundador do Center for Reducing Suffering.
Autor de Avoiding the Worst (2022); principal referência da coleção sobre riscos-s (riscos de sofrimento em escala astronômica) e como preveni-los.
Citado em 22 capítulos: VII.35, VII.36, VII.37, VIII.4, VIII.5, VIII.12, IX.1, IX.2, IX.4, IX.5, IX.6, IX.7, IX.8, IX.9 e mais 8
Filósofo estadunidense.
Defendeu, em sua tese (2013), a enorme importância de moldar o futuro distante.
Filósofo sueco.
Popularizou o conceito de risco existencial e escreveu sobre superinteligência artificial.
Citado em 1 capítulo: X.3
Pesquisador do Center on Long-Term Risk.
Escreveu sobre riscos-s e sobre a assimetria entre sofrimento e felicidade.
Filósofa britânica (Oxford).
Coautora, com MacAskill, de The Case for Strong Longtermism.
Filósofo escocês (Oxford), cofundador do altruísmo eficaz.
Em O Que Devemos ao Futuro (2022) defende o longoprazismo: dar grande peso a como nossas decisões afetam o futuro distante.
Citado em 1 capítulo: XI.7
Pesquisador estadunidense.
Defendeu o utilitarismo aplicado aos animais e foi pioneiro em propor a carne cultivada como forma de reduzir o sofrimento.
Filósofo transumanista britânico.
Em The Hedonistic Imperative (1995) propõe usar a biotecnologia para abolir o sofrimento de todos os seres sencientes, inclusive na natureza.
Citado em 7 capítulos: IV.6, VII.1, VII.18, VII.20, VII.31, VIII.12, IX.6
Pesquisador dinamarquês do Center for Reducing Suffering.
Autor de Suffering-Focused Ethics (2020); defende dar prioridade a reduzir o sofrimento intenso, inclusive no futuro.
Citado em 7 capítulos: IV.19, IX.5, IX.6, IX.11, X.2, X.6, XII.14
Socióloga estadunidense.
Estuda o movimento de defesa dos animais e defende uma abordagem abolicionista e interseccional.
Citado em 1 capítulo: VIII.12
Filósofo britânico (Oxford).
Trabalha com teorias do bem-estar e defende uma forma de suficientismo baseada na compaixão.
Filósofo estadunidense (1926–2004).
Em The Rights of Animals and Unborn Generations (1974) argumenta que só quem tem interesses pode ter direitos, e que animais têm interesses, mas plantas não.
Filósofo estadunidense.
Defende que a morte é um dano por privação do que de bom a pessoa teria.
Filósofo britânico.
Autor de uma introdução às teorias do bem-estar (2016).
Filósofo alemão.
Formulou a ética do discurso: normas válidas são as que todos os afetados aceitariam em um diálogo livre.
Citado em 1 capítulo: XI.6
Filósofo britânico (1919–2002).
Propôs o utilitarismo de dois níveis: regras intuitivas para o dia a dia e cálculo crítico para casos difíceis.
Economista húngaro-americano, prêmio Nobel.
Fundamentou o utilitarismo na escolha imparcial sob incerteza: o que escolheríamos sem saber quem seríamos.
Filósofo dinamarquês.
Defende o prioritarismo (benefícios valem mais para quem está pior) e escreveu sobre o dano da morte.
Filósofa neozelandesa, expoente da ética das virtudes.
Argumenta, pela ética das virtudes, que a crueldade e a indiferença com os animais são vícios.
Filósofo estadunidense (Yale).
Autor de Normative Ethics (1998), usado na coleção para explicar o "ponto focal" das teorias. Em How to Count Animals (2019) defende uma visão hierárquica: animais importam, mas menos que pessoas.
Filósofa kantiana estadunidense (Harvard).
Em Fellow Creatures (2018) defende, a partir de Kant, que os animais também são fins em si mesmos, contra a leitura de que só deveres indiretos se aplicariam a eles.
Filósofo estadunidense (Oxford).
Em The Ethics of Killing (2002) propõe que o dano da morte depende dos "interesses relativos ao tempo" e da conexão psicológica com o futuro, o que tornaria a morte menos grave para muitos animais. Também escreveu sobre o problema moral da predação.
Citado em 14 capítulos: I.1, I.14, III.3, III.6, III.7, III.9, III.12, IV.7, IV.20, VII.1, VII.18, VII.31, VIII.12, XII.6
Filósofo estadunidense.
Em Death (1970) defende que a morte é um mal por privação; em Como é ser um morcego? (1974) discute a subjetividade da experiência.
Filósofa estadunidense (1929–2022).
Uma das fundadoras da ética do cuidado, centrada nas relações concretas.
Citado em 1 capítulo: XI.6
Filósofo libertário estadunidense (1938–2002).
Em Anarquia, Estado e Utopia (1974) descreveu a posição "kantismo para humanos, utilitarismo para animais", criticada na coleção.
Filósofo britânico (1942–2017).
Em Reasons and Persons (1984) analisou identidade pessoal, conexão psicológica e ética populacional, temas usados no debate sobre o dano da morte e os seres futuros.
Citado em 11 capítulos: II.13, III.2, III.8, III.10, IX.2, IX.4, XI.2, XI.5, XI.6, XI.7, XII.13
Filósofo político estadunidense (1921–2002).
Em Uma Teoria da Justiça (1971) propôs o véu da ignorância; ele próprio excluiu os animais da justiça, mas o teste da imparcialidade que propôs é usado para incluí-los.
Citado em 6 capítulos: I.14, II.1, II.10, III.12, VI.1, XI.6
Filósofo britânico (1877–1971).
Propôs deveres prima facie (fidelidade, não maleficência, beneficência etc.); negou direitos aos animais, embora admitisse deveres para com eles.
Filósofo estadunidense.
Trabalha com teorias do bem-estar baseadas em desejos informados.
Filósofo estadunidense.
Teórico do igualitarismo e de como comparar resultados (Inequality, 1993; Rethinking the Good, 2012).
Filósofa estadunidense (1946–2010).
Propôs uma visão de status moral com vários critérios, que dá aos animais um status menor que o das pessoas.
Filósofo estadunidense.
Autor do verbete sobre o conceito de discriminação na Encyclopedia of Applied Ethics.
Neurocientista australiano.
Com Colin Klein, argumentou que os insetos têm estruturas cerebrais capazes de experiência subjetiva (2016).
Etólogo estadunidense.
Defende a "conservação compassiva", que tenta conciliar a conservação com o bem de cada animal.
Filósofo da ciência britânico (LSE).
Coordenou o relatório que levou o Reino Unido a reconhecer a senciência de polvos, lulas, caranguejos e lagostas (2021); defende o princípio da precaução.
Cientista do bem-estar animal (Cambridge).
Estuda indicadores de senciência e de bem-estar em várias espécies.
Publicação de dados da Universidade de Oxford.
Fonte das estatísticas globais de animais abatidos.
Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos.
Publicou pareceres científicos sobre senciência e bem-estar de animais usados na produção.
Investigadora estadunidense.
Em Slaughterhouse (1997) reuniu depoimentos de trabalhadores de abatedouros sobre o que acontece com os animais.
Citado em 1 capítulo: IV.1
Projeto britânico de pesquisa.
Estima o número de peixes capturados e criados por ano no mundo.
Citado em 6 capítulos: IV.1, IV.13, VIII.2, VIII.3, X.1, XII.10
Psicólogo israelense-americano (1934–2024), prêmio Nobel de economia.
Em Rápido e Devagar (2011) descreve os vieses e heurísticas que distorcem nossos julgamentos, base do Volume X.
Citado em 7 capítulos: III.6, IX.13, X.1, X.2, X.3, X.4, X.6
Psicóloga comparada canadense.
Pesquisa cognição e senciência em invertebrados, sobretudo polvos.
Bióloga britânica.
Pesquisadora pioneira sobre a dor em peixes.
Primatólogo holandês (1948–2024).
Mostrou empatia e comportamentos pró-sociais em outros primatas, discutindo as origens da moral.
Citado em 1 capítulo: I.12
Filósofo grego (384–322 a.C.).
Fundador da ética das virtudes; via os animais como existindo para o uso humano, numa hierarquia natural.
Filósofo britânico (1748–1832), fundador do utilitarismo.
Escreveu que a pergunta não é se os animais podem raciocinar ou falar, mas se podem sofrer.
Filósofo grego (341–270 a.C.).
Defendeu que a morte não é um mal: "quando a morte está, nós não estamos". A coleção discute e rejeita essa visão.
Citado em 1 capítulo: III.1
Filósofo inglês (1588–1679).
Contratualista: a moral nasce de um acordo entre egoístas para evitar a guerra de todos contra todos.
Citado em 1 capítulo: XI.6
Filósofo alemão (1724–1804), autor da ética do imperativo categórico.
Defendeu que só seres racionais são fins em si mesmos; os deveres em relação aos animais seriam indiretos (a crueldade com eles nos tornaria cruéis com humanos). Kantianos contemporâneos, como Korsgaard, argumentam que a própria teoria implica considerar os animais diretamente.
Filósofo inglês (1632–1704).
Definiu pessoa pela consciência que se estende no tempo, ideia usada no debate sobre identidade e dano da morte.
Poeta e filósofo romano epicurista (séc. I a.C.).
Formulou o argumento da simetria: não lamentamos o tempo antes de nascer, então não deveríamos lamentar o tempo depois da morte.
Citado em 1 capítulo: III.3
Filósofo britânico (1806–1873), utilitarista.
No ensaio Sobre a Natureza mostra que "natural" não significa "bom": a natureza pratica rotineiramente o que condenaríamos em humanos.
Citado em 6 capítulos: I.8, III.4, IV.19, VII.31, VIII.12, XI.7
Filósofo grego (c. 428–348 a.C.).
No diálogo Eutífron formulou o dilema: algo é bom porque os deuses o aprovam, ou os deuses o aprovam porque é bom?
Citado em 1 capítulo: I.13
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