Volume IX · A ética e o futuro · capítulo 11
Mudando o debate público, as formas de ativismo e as instituições políticas
Antes de ler camada de estudo, não faz parte do texto original
Política disfuncional aumenta os riscos-s; para melhorá-la, devemos reduzir o tribalismo, elevar o padrão do debate (discutir argumentos, não pessoas; honestidade intelectual), adotar abordagens de leque amplo, proteger a democracia e buscar representação para todos os sencientes.
Quando as pessoas só brigam e não conversam, fica impossível resolver problemas difíceis. Melhorar a forma de discutir, proteger a democracia e lembrar dos que não podem votar, como os animais, ajuda a evitar grandes sofrimentos no futuro.
Um condomínio em que os moradores só gritam uns com os outros nunca consegue consertar o telhado. Um que conversa bem resolve problemas maiores.
- P1 A política (instituições e debate público) influencia a chance de riscos-s.
- P2 O tribalismo cria aparência de grande discordância e impede compromissos.
- P3 Debates honestos, abordagens de leque amplo e democracia reduzem riscos como a ascensão de agentes malévolos.
- P4 A situação atual é tão ruim que pequenas melhoras já fariam grande diferença.
- C Logo, melhorar a política é crucial para evitar os riscos-s.
Forma lógica do argumento central do capítulo. Se as premissas forem verdadeiras, a conclusão se segue. Para discordar, é preciso mostrar qual premissa é falsa.
Eles dizem “Política não tem nada a ver com animais.”
Resposta Quem decide leis, tecnologias e prioridades são instituições políticas. Animais e seres futuros não votam; precisam de quem os represente.
Mais objeções e respostas em Desbancando objeções.
Texto original Luciano Carlos Cunha · Volume IX, p. 72 da edição em PDF
11.1. Política e riscos-s
são riscos de no futuro o sofrimento vir a ser multiplicado enormemente, a ponto de exceder várias ordens de magnitude o sofrimento existente atualmente.
No capítulo 9 de sua obra Avoiding the Worst Final93, Tobias fala da importância de mudanças na política se nossa meta é a prevenção de riscos-s. Por sua vez, a obra Reasoned Politics94, de Magnus é dedicada inteiramente a discutir essa questão. Neste capítulo veremos um resumo das ideias que esses autores apresentam. Além disso, discutiremos alguns pontos adicionais sobre como incorporar as mudanças necessárias ao debate público no contexto do ativismo nas diferentes causas, em especial no ativismo em defesa dos animais.
O termo política é normalmente associado apenas às instituições, mas, em termos mais gerais, diz respeito a todas as atividades feitas publicamente que dizem respeito ao modo como a sociedade deveria estar organizada, seja em termos de quais metas deveriam ser buscadas pela sociedade, seja em termos de como alcançar essas metas. Os resultados da política dependem não apenas das instituições, mas também de como acontece a discussão pública, o que inclui a forma como os movimentos sociais fazem ativismo. É nesse sentido amplo que o termo política será utilizado aqui.
A falta de uma discussão pública bem informada (seja em termos descritivos, seja em termos normativos) corre grande risco de aumentar a polarização, impedir esforços para reduzir riscos-s, aumentar o risco de agentes com traços malevolentes chegarem ao poder e até mesmo impedir a discussão sobre qualquer questão ética ou política. Então, tentar melhorar a política é crucial para evitar os riscos-s. A seguir veremos algumas sugestões de como isso pode ser feito.
11.2. O ideal de dois passos
Um dos problemas apontados por Vinding e Baumann em relação ao debate público atual é a
confusão entre questões que são normativas e questões que são empíricas. Para melhorar a discussão pública, ambos os autores sugerem o ideal de dois passos95, que consiste em:
Passo normativo: clarificar as metas que deveriam guiar as decisões políticas (debater para refinar os valores que formariam os pilares das decisões coletivas),
Passo empírico: perguntar quais políticas melhor alcançariam essas metas.
Pensaríamos como filósofos em nível normativo e como cientistas em nível empírico. A forma como se dá a discussão pública atualmente confunde aspectos empíricos e normativos, o que impede o pensamento claro. A estrutura sugerida por Vinding e Baumann permite que percebamos em quais pontos discordamos e onde há concordância, o que pode resultar em compromissos mútuos e até mesmo progresso moral.
Para alcançar tal ideal, é preciso perceber os vieses que nos impedem de abordar questões políticas com uma mente aberta, como o viés de confirmação e o raciocínio motivado96. Se buscarmos discutir argumentos morais e evidências empíricas honestamente, podemos reduzir o excesso de confiança em visões políticas. Por exemplo, isso nos inclinaria a tentar entender como uma certa política funciona antes de apoiá-la ou rejeitá-la. Também permitiria que pesássemos os pontos positivos e negativos de cada proposta, em vez de enxergar as coisas em termos de "tudo positivo" ou "tudo negativo".
Um debate político mais bem embasado reduziria a probabilidade de polarização, pois permitiria que as pessoas analisassem os pontos positivos e negativos de cada proposta, em vez de endeusarem o próprio lado e demonizarem o lado oposto. Essa abertura às nuances, por diminuir a polarização, por sua vez diminuiria as chances de demagogos com traços malévolos ascenderem ao poder. Por todas essas razões, o ideal de dois passos aumentaria a probabilidade de evitar riscos-s.
O objetivo central na base do ideal de dois passos é melhorar não apenas as instituições políticas, mas a forma como as pessoas em geral conduzem o debate público.
11.3. Natureza tribal e polarização
O desejo de pertencer a um grupo está entre os fatores que mais determinam nossos julgamentos políticos97. Isso faz com que o interesse da maioria das pessoas não seja analisar criteriosamente os prós e contras de diferentes propostas políticas, mas sinalizar lealdade (a um partido, a um movimento social etc.).
Nossos cérebros tendem a processar as questões políticas e os indivíduos de maneira emocionalmente carregada e em termos de "zero ou um". Instintivamente, tendemos a ver nossa tribo política e líderes de maneira excessivamente positiva e a demonizar o outro lado.
Isso nos conduz a uma confiança excessiva nos ideais de nosso grupo e hostilidade aos grupos rivais. Nos conduz também a enxergar somente os aspectos positivos do nosso próprio lado e somente os aspectos negativos do lado oposto. Quando exacerbada, essa tendência nos conduz inclusive a esconder propositadamente os aspectos negativos do próprio lado e os aspectos positivos do lado oposto. Incerteza e nuances não se encaixam nessa mentalidade, muito menos o reconhecimento da possibilidade de, apesar das discordâncias, adotarmos compromissos mútuos. Segundo essa mentalidade, qualquer argumento, e mesmo os fatos, precisam favorecer o "nosso lado" (do contrário, não serão levados em conta ou poderão até mesmo ser distorcidos para favorecer o próprio lado). O próprio lado é endeusado e visto como exemplos máximos de bondade e justiça. O outro lado é visto como inimigo, como o mal encarnado. A possibilidade de estarmos enganados e de termos que aprimorar nossa visão (seja quanto aos fatos, seja quanto aos valores) não tem lugar nessa mentalidade.
Tentar limitar a influência dessa tendência evitaria a polarização excessiva (que é um para os riscos-s). Assim, aumentar os padrões do discurso público é uma maneira promissora de reduzir os riscos-s, pois incentivaria uma mentalidade baseada em nuances.
Reduzir o tribalismo abre as portas não somente para a análise séria dos argumentos éticos e dos fatos, mas também para a cooperação e compromissos mútuos, apesar das discordâncias. Todos os lados têm a ganhar se pensarmos em termos de resultados, em vez de "acabar com o outro lado". A sinalização de lealdade cria uma aparência de grande discordância mesmo
quando a discordância é limitada, uma vez que cria a vontade de "acabar com o outro lado". Essa é também uma razão para focarmos o discurso mais em políticas do que em partidos ou indivíduos (especialmente em políticas mutuamente benéficas).
O risco de polarização existe não apenas em relação à política em termos de partidos e vertentes como esquerda e direita. Existe também dentro das causas sociais. Por exemplo, dentro do movimento de defesa animal a polarização entre grupos que buscam diferentes estratégias de ativismo pode dar a entender equivocadamente que há uma diferença de objetivos mesmo quando a divergência for somente estratégica98. Isso, por sua vez, pode impedir a adoção de compromissos mútuos.
11.4. Aumentando o padrão do debate público
Baumann (2022, p. 67-70) sugere as seguintes estratégias para aumentar os padrões do debate público:
1) Pensar em termos de nuance. Consiste em analisar cuidadosamente os argumentos de cada lado, estar pronto para identificar os acertos e erros de cada perspectiva, e pensar em termos de graus de confiança em vez de certezas rígidas. Isso evitaria pensamentos do tipo "zero ou um", "nós x eles" etc. Evitaria também a tendência de se demonizar quem pensa diferente. Além disso, criaria uma abertura a pensar sobre novas questões e ponderar com cuidado os argumentos, em vez de fazer um julgamento apressado baseado nas primeiras impressões.
2) Discutir os argumentos de maneira séria e intelectualmente honesta, sem distorcer a posição e os argumentos de quem discorda, e reconhecendo que podemos estar enganados quanto a muitas coisas.
3) Conversas mais respeitosas também diminuem a probabilidade dos piores cenários. Isso não implica "amaciar" a mensagem (dizer, por exemplo, que o especismo é menos grave do que realmente é). Implica apenas discutir os argumentos de forma honesta e aberta.
Como acréscimo a essas sugestões, sugerimos aqui outras quatro estratégias:
4) Focar em discutir a plausibilidade do argumento independentemente de quem o pronunciou. Como consequência da polarização, no discurso público atual (incluindo dentro dos movimentos sociais) tudo o que parece importar é quem deu o argumento. Se a pessoa pertence ao "nosso lado" ou ao grupo que queremos defender, o seu argumento é aceito, por pior que seja. Se pertence ao "outro lado", o seu argumento é rejeitado, mesmo que seja sólido e aponte um problema sério com nossa visão. Essa tendência tem impedido o debate sério sobre qualquer questão, e infelizmente tem crescido muito até mesmo nos meios acadêmicos.
5) Aplicar um método similar ao do véu da ignorância à discussão de argumentos e de propostas políticas. Uma maneira de tentar contornar o problema mencionado no item anterior é discutir os argumentos e as propostas políticas sem saber quem são seus proponentes. Mesmo quando isso não é possível, ainda podemos fazer perguntas como "se não soubéssemos quem deu o argumento ou quem fez a proposta, manteríamos a mesma visão?", ou "se o argumento ou a proposta em questão tivessem sido apresentados pelo lado oposto, manteríamos a mesma posição?".
6) Seja lá se estivermos a pensar em questões descritivas ou normativas, pensarmos nelas não com o objetivo de provar o que já pensávamos antes, mas suspender o juízo e estarmos dispostos a aceitar os melhores argumentos e seguir suas conclusões, mesmo que estas nos levem a pensar o oposto do que pensávamos antes de refletir.
7) Adotar a estratégia da abordagem de leque amplo, que será explicada no item a seguir.
11.5. A estratégia da abordagem de leque amplo
Evitar confrontos desnecessários aumenta as chances de que as metas que almejamos sejam metas comuns, e não, questões controversas. Podemos diminuir a probabilidade de rejeição e antagonismo adotando uma abordagem de leque amplo. Veremos mais sobre ela a seguir.
A abordagem de leque amplo consiste em tentar buscar com que a meta que queremos alcançar seja aceita pelo maior número de pessoas, independentemente de elas concordarem ou discordarem de nós em relação a outras questões. Se concordar com determinada ideia adicional não é necessário para que alguém aceite o que estamos propondo, então pode ser bastante positivo enfatizar que, mesmo que haja discordância sobre essa outra ideia, ainda poderia haver concordância em relação ao que estamos propondo.
Isso tem a vantagem de diminuir a polarização (pois mostra-se que, apesar das muitas divergências, pode haver uma meta comum) e também de aumentar a probabilidade de um número muito maior de pessoas aceitar o que estamos propondo.
Considere metas como:
- Consideração por todos os seres sencientes.
- Prevenção dos riscos-s.
- Longoprazismo99.
- Redução do sofrimento dos animais selvagens100.
- Rejeição do especismo.
- Rejeição do 101.
Essas metas podem ser aceitas sem necessariamente nos comprometermos com uma visão específica, seja em ética ou política. Assim, em vez de defender que devemos adotar uma visão específica em ética ou política e que uma implicação dessa visão é aceitar aquelas metas, o potencial de aceitação daquelas metas é maior se mostrarmos que elas deveriam ser aceitas por todos, independentemente de qual visão em ética ou política considerarem mais plausíveis.
Defender posições específicas sem salientar esse ponto pode passar a impressão errada de que, para se aceitar tais metas, é necessário aceitar tais visões (e, então, o resultado ser quem não aceita tais visões rejeitar essas metas). Observe que isso não implica deixar de defender uma vertente específica em ética ou política. Implica apenas que, mesmo nesse caso, ainda vale a pena enfatizar que quem discorda de tal vertente pode ainda aceitar aquelas metas102.
11.6. Melhorando as instituições
Considere os seguintes fatores de risco para os riscos-s:
(1) Polarização excessiva (2) Atos de agentes malevolentes (3) Totalitarismo.
As instituições políticas influenciam tanto quanto a cultura política em aumentar ou diminuir a probabilidade desses fatores de risco. Portanto, vale a pena investigar o que poderia ser feito institucionalmente para preveni-los. Dentre as sugestões que Baumann (2022, p.73-74) e Vinding (2022, p. 214-220) dão nesse sentido, estão:
Proteger a democracia
A democracia previne que um único indivíduo consiga muito poder, e então, reduz a influência de agentes malevolentes. Inversamente, sistemas onde o poder é mais concentrado aumentam a probabilidade de agentes malevolentes e estratégicos conseguirem poder. Nem sempre isso é garantido, mas funciona melhor do que em outros sistemas. Assim, fortalecer as instituições democráticas pode ser promissor em termos de reduzir os riscos-s.
Poderia ser objetado que a presença de instituições democráticas não garante que o resultado será melhor, em termos de prevenção de riscos-s. Por exemplo, uma instituição democrática na qual a vasta maioria dos votantes é provavelmente tem resultados piores, levando em conta todos os seres afetados, do que um regime totalitário comandado por um ditador que tem como meta reduzir o sofrimento de todos os seres sencientes.
Há duas maneiras de responder a essa objeção. A primeira é negar que um ditador benevolente seja melhor em termos de prevenir riscos-s do que uma democracia. Por exemplo, como em uma democracia é mais fácil levantar questionamentos, e isso não seria possível em um regime ditatorial, mesmo de um ditador benevolente, não haveria como questionar as crenças normativas e descritivas do ditador quando ele estivesse equivocado. Um sistema onde o poder está concentrado nas mãos de um único indivíduo tem grandes chances de ser guiado pelas limitações epistêmicas deste indivíduo. Se, por outro lado, ocorre um debate aberto de ideias envolvendo muitos indivíduos, a probabilidade de erro é menor.
A segunda maneira de responder é apontar que, mesmo que um regime de um ditador benevolente tivesse melhores chances de prevenir riscos-s, a probabilidade de regimes totalitários serem comandados por agentes malevolentes é muito maior do que a de serem comandados por agentes que têm como meta reduzir o sofrimento. Isso porque, como vimos no item 8.8, os traços malevolentes de personalidade dão muitas vantagens na busca pelo poder.
Assim, se compararmos os seguintes cenários: (1) um ditador benevolente; (2) uma democracia falha e (3) um ditador malevolente, o terceiro cenário tem muito maiores chances de resultar em riscos-s do que o segundo, mesmo se o segundo cenário tiver maiores chances de resultar em riscos-s do que o primeiro. Além disso, vimos que o cenário 3 é muito mais provável de ocorrer do que o cenário 1. Em termos de riscos-s, é mais importante evitar catástrofes institucionais do que tentar alcançar as melhores instituições possíveis. Por exemplo, em termos de riscos-s, a diferença entre uma democracia falha e um regime totalitário comandado por um agente malevolente é muito maior do que entre uma democracia funcional e uma democracia falha103.
As democracias liberais modernas oferecem proteção aos direitos humanos e liberdades civis, como a liberdade de expressão, que são uma precondição para se levantar preocupações morais. Por isso, a sua supressão é um fator de risco para os riscos-s.
Como melhor promover a democracia? Segundo Baumann (2022, p.74) não está claro se o melhor é tentar instalar democracias liberais em nações não democráticas, salvaguardar as democracias existentes contra retrocessos, ou fortalecer a democracia em estados semi democráticos. Entretanto, ele enfatiza que é essencial garantir que a promoção da democracia não seja utilizada como pretexto para buscar interesses econômicos, pois isso pode desacreditar a ideia de instalar democracias e até mesmo contribuir para um conflito maior.
Representação política de todos os seres sencientes
Outra maneira de melhorar as instituições é tentar instituir representantes para seres sencientes que não podem representar a si próprios (como os animais não humanos e os seres futuros). Essa proposta é conhecida como senciocracia, ou democracia sencientista104.
11.7. Por que uma pequena melhora já faria uma grande diferença
Em relação às sugestões que fez para melhorar as instituições e a cultura política, Baumann (2022, p. 76) apresenta as seguintes conclusões:
É difícil saber quais são as instituições ideais ou a cultura política ideal, mas, o político (seja em termos de instituições, seja em termos do debate público) é tão ruim que, para melhorá-lo, não é preciso saber essas respostas. Embora muitas pessoas tentem exercer influência política, poucas estão trabalhando para melhorar a cultura política e as instituições. Além disso, aspectos relacionados a riscos-s, especialmente relacionados aos seres sencientes não humanos, são ainda mais negligenciados. Então, mesmo uma melhora marginal na cultura política ou nas instituições pode ser altamente benéfica.
É realista esperar sermos menos enviesados e menos tribais, esperar que as instituições possam funcionar melhor etc. Podemos aumentar o grau com que a política seja baseada em valores refletidos e em evidências empíricas, mesmo que não consigamos mudá-la majoritariamente.
Outra vantagem dessas propostas é que elas são benéficas não apenas para reduzir os riscos-s, mas para várias outras metas (o que aumenta a probabilidade de cooperação).
É importante buscar tais ideais mesmo que sua adoção em larga escala não seja possível em curto prazo. Melhoras modestas e contínuas podem, depois de um tempo longo o suficiente, contribuírem para uma mudança transformadora. Um bom ponto de partida é seguir as diretrizes que vimos no item 11.4 no nosso próprio pensamento e comunicação, e dar o exemplo, seguindo os princípios do raciocínio intelectualmente honesto.
Pratique
Camada de estudo. As respostas se baseiam no texto do capítulo.
Qual destas estratégias o capítulo recomenda?
Por que proteger a democracia é importante em termos de riscos-s?
Para pensar
Em uma discussão recente, você avaliou o argumento ou a pessoa que o defendia?
Notas do autor 12
- 93 Ver Baumann (2022, p. 65-76). ↩
- 94 Vinding (2022). ↩
- 95 Vinding (2022, p. 9-17); Baumann (2022, p. 65-7). ↩
- 96 Sobre como esses vieses afetam o ativismo na causa animal, ver (2019). ↩
- 97 Para um estudo sobre isso, ver Simler e Hanson (2017). Para uma discussão sobre a relação disso com riscos-s, ver Baumann (67-70), Vinding (2022, p. 1-2, 47, 50-4, 69-70).. ↩
- 98 Uma análise de um exemplo dentro da causa animal quanto a esse aspecto pode ser encontrada no capítulo 9 do Volume VIII desta coleção. ↩
- 99 Para uma introdução ao longoprazismo, ver Ética Animal (2018) e ↩
- 100 Para uma discussão detalhada sobre esse tópico, ver (2022) e Ética Animal (2023 [2020]). ↩
- 101 Assim como o antropocentrismo é uma forma de especismo, que discrimina contra quem não pertence à espécie humana, o carbonismo é uma forma de substratismo, que discrimina contra quem não é orgânico. Se no futuro for possível a existência de seres sencientes não orgânicos, é possível que sejam prejudicados devido ao carbonismo. Para uma discussão sobre esse tópico, ver (2015). ↩
- 102 Essa estratégia é explicada em mais detalhes, e aplicada a vários contextos, no capítulo 5 do Volume VIII desta coleção. ↩
- 103 Isso não significa que não se deva buscar melhorias no sistema democrático, ou que não possam existir ou ser criados outros sistemas políticos melhores do que a democracia. Por exemplo, Vinding (2022, p. 220-8) discute as vantagens e desvantagens de quatro alternativas à democracia: futarquia, epistocracia, sortição e governância algorítmica. ↩
- 104 Sobre essa proposta, ver Cochrane (2018, cap. 3), Vinding (2022, p. 229-230) e Baumann (2022, p. 74-5). ↩
Fontes citadas neste texto 9
A lista completa do volume está em referências do Volume IX.
- BAUMANN, T. Avoiding the worst final: how to prevent a moral cathastrophe. Center for Reducing Suffering, 2022.
- COCHRANE, A. Sentientist Politics: A Theory of Global Inter-Species Justice. Oxford University Press, 2018.
- CUNHA, L. C. Razões para ajudar: o sofrimento dos animais selvagens e suas implicações éticas. Curitiba: Appris, 2022.
- SIMLER, K., HANSON, R. The Elephant in the Brain: Hidden Motives in Everyday Life. Oxford University Press, 2017.
- TOMASIK, B. Why digital sentience is relevant to animal activists. Animal Charity Evaluators. 03 fev. 2015.
- VINDING, M. Reasoned Politics. Copenhagen: Ratio Ethica, 2022.
- ÉTICA ANIMAL. A importância do futuro. Ética Animal: ativismo e investigação em defesa dos animais, 24 out. 2018.
- ÉTICA ANIMAL. Biologia do bem-estar. Ética Animal: ativismo e investigação em defesa dos animais, 8 jul. 2019.
- ÉTICA ANIMAL. Introdução ao sofrimento dos animais selvagens. Oakland: Ética Animal, 2023 [2020].
Este capítulo no Volume XII
Como o autor resume este debate no Essencial sobre ética animal.
Polarização conflito e hostilidade (IX, cap. 8.7 e 11).
Pensar em termos de nuance – e não em termos de "0 ou 1", "nós x eles" etc. (IX, cap. 11.3, 11.4)
Pensar em termos de nuance – e não em termos de "0 ou 1", "nós x eles" etc. (IX, cap. 11.3, 11.4)
Discutir o argumento, seja lá quem deu o argumento. Isto é, evitar as falácia ad hominem e apelo à autoridade. (IX, cap. 11.4).
Honestidade intelectual (IX, cap. 11.4).
Adotar uma abordagem abrangente. (VIII, cap. 5; IX, cap. 11.5).
Proteger a democracia. (IX, cap. 11.6).
Representação política de todos os seres sencientes. (IX, cap. 11.6).
Por que uma pequena melhora já faria grande diferença. (IX, cap. 11.7).
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