Volume VIII · Um ativismo eficiente · capítulo 5
A abordagem total e a abordagem suficiente
Antes de ler camada de estudo, não faz parte do texto original
A abordagem total defende uma visão completa de ética; a suficiente mostra que certas metas (como a consideração por todos os sencientes) podem ser aceitas a partir de visões muito diferentes. É importante combinar as duas.
Você pode convencer alguém mostrando toda a sua visão de mundo, ou mostrando só que, pelo jeito dele de pensar, ele já deveria concordar com você em um ponto. Usar os dois jeitos funciona melhor.
Em uma negociação, você pode tentar convencer a outra parte de tudo o que pensa, ou buscar o ponto em que vocês já concordam. Bons negociadores fazem as duas coisas.
- P1 Algumas metas são compatíveis com um leque amplo de visões éticas e políticas.
- P2 A abordagem suficiente mostra isso e amplia a aceitação dessas metas.
- P3 A abordagem total discute o ideal completo, inclusive questões controversas.
- P4 Usar só uma delas tem riscos: ou não se ousa discutir o importante, ou se afasta quem discorda do resto.
- C Logo, é importante combinar as duas abordagens.
Forma lógica do argumento central do capítulo. Se as premissas forem verdadeiras, a conclusão se segue. Para discordar, é preciso mostrar qual premissa é falsa.
Eles dizem “Para defender os animais, você tem que aceitar toda a minha ideologia.”
Resposta Não precisa. A consideração pelos seres sencientes pode ser aceita por pessoas de visões éticas e políticas muito diferentes. Isso amplia a causa.
Mais objeções e respostas em Desbancando objeções.
Texto original Luciano Carlos Cunha · Volume VIII, p. 35 da edição em PDF
5.1. Introdução
Neste capítulo veremos duas possíveis abordagens para tentar fazer com que mais pessoas aceitem a meta de buscar um mundo melhor para todos os seres : a abordagem total e a . Veremos algumas vantagens e desvantagens de cada uma dessas abordagens e será defendido que é mais promissor combiná-las, pelo menos em grande parte dos contextos. Serão também apresentados vários exemplos de contextos particulares nos quais é possível aplicá-las e combiná-las e como isso poderia ser feito.
5.2. Leques de compatibilidade: abertos e fechados
O que chamaremos de leque de compatibilidade diz respeito à quantidade de ideias adicionais que precisam ser aceitas para se aceitar determinada ideia. Quanto mais ideias adicionais forem necessárias, mais fechado será o leque, pois é menor a quantidade de pessoas que aceitam essas ideias adicionais em conjunto. Quanto menos ideias adicionais forem necessárias, mais aberto será o leque, pois nesse caso é maior a probabilidade de mais pessoas aceitarem a ideia, seja lá o que pensem sobre outras questões.
É importante identificar qual a amplitude do leque de compatibilidade de uma ideia, pois se pensarmos que uma ideia possui um leque mais fechado e na verdade ela possui um leque mais aberto, perderemos a oportunidade de fazer com que muito mais pessoas a aceitem. Isso é ilustrado pelo exemplo a seguir.
Suponhamos que queremos defender a ideia A, e acreditamos que, para aceitá-la, seja necessário aceitar também a ideia B. Nós passamos então a defender B, para fazer as pessoas aceitarem A. Ao fazer isso, damos a entender para o público que, para se aceitar A, tem-se que aceitar B. Imagine que conseguimos convencer algumas pessoas a aceitarem A, mas que outras pessoas não a aceitam justamente porque não aceitam B. Porém, imagine que depois descubramos que, para se aceitar A, não era necessário aceitar B. Então, poderíamos ter convencido muito mais pessoas a aceitarem A se não tivéssemos defendido B (ou, pelo menos, se não tivéssemos dado a entender que, para aceitar A, era necessário aceitar B).
Assim, se para as pessoas aceitarem uma ideia A, não for necessário que concordem em relação a outras ideias B, C, D, E etc., então é melhor enfatizar que, seja lá o que pensem sobre essas outras ideias, ainda podem aceitar A.
Enfatizar que, mesmo que haja discordância sobre outras coisas, ainda poderia haver concordância em relação ao que estamos propondo tem pelo menos duas vantagens. A primeira, evidente, é que ela aumenta a probabilidade de um número muito maior e diversificado de pessoas aceitarem o que estamos propondo. A segunda, é que ela tende a diminuir a polarização44, pois enfatiza que, apesar das muitas divergências, pode haver algumas metas em comum.
5.3. Exemplos de visões compatíveis com múltiplas visões em ética e política
Para se aceitar as metas a seguir, não é necessário adotar uma visão específica, seja em termos de teoria ética, seja em termos de vertente política:
- Consideração por todos os seres sencientes.
- Rejeição do especismo.
- Abolição da exploração animal.
- Veganismo
- Redução do sofrimento dos animais selvagens.
- Prevenção dos riscos de sofrimento futuro.
- Preocupação com o futuro em longo prazo.
- Consideração por seres sencientes não orgânicos, caso venham a existir no futuro.
Assim, em vez de defender uma visão específica em ética ou política e apontar que uma implicação dessa visão é aceitar aquelas metas, temos mais chances de que as pessoas aceitem tais metas se defendermos que elas deveriam ser aceitas por todos, independentemente de qual visão em ética ou política adotem. Defender posições específicas pode passar uma impressão errada de que, para se aceitar as metas em questão, é necessário aceitar essas visões específicas (e, então, o resultado ser quem não aceita tais visões rejeitar essas metas).
5.4. A abordagem total e a abordagem suficiente
Acima demos exemplos de metas que podem ser aceitas em sua totalidade por diversas posições. Entretanto, em outras vezes, dependendo do que alguém pense sobre outras questões, aceitará determinada meta apenas em certa medida.
Quando argumentamos a favor de uma ideia, normalmente entendemos a situação em termos de aceitá-la rejeitá-la totalmente. Porém, existe a possibilidade de alguém aceitá-la parcialmente. É claro, se defendemos determinada ideia, pensaremos que o melhor é que as outras pessoas a aceitem totalmente. Entretanto, pode valer muito a pena enfatizar que determinados argumentos que por vezes são endereçados como tentativa de rejeitar a ideia que estamos propondo não implicam rejeitá-la de fato, mas em aceitá-la parcialmente. Ao enfatizar isso, aumentamos as chances de, mesmo quem discorda de sua aceitação completa, ainda aceitá-la pelo menos em alguma medida.
Nesse sentido, podemos distinguir duas abordagens:
Abordagem total: defender o que acreditamos ser a melhor decisão.
Abordagem suficiente: enfatizar que mesmo quem discorda da nossa posição pode aceitá-la parcialmente ou aceitar algumas de suas implicações.
Importante: essas não são estratégias mutuamente excludentes. De fato, no final deste capítulo será defendido não apenas que temos mais chances de melhores resultados se combinarmos ambas, mas também que é arriscado empregar apenas uma delas.
O quadro a seguir lista vários exemplos dessas abordagens quanto a vários tópicos:
| Tópico | Abordagem total | Riscos envolvidos | Abordagem suficiente |
|---|---|---|---|
| Critério de consideração moral | Defender que os seres a quem devemos considerar são os seres sencientes, e apenas os seres sencientes. | Quem acha que devemos consideração moral a entidades não sencientes pode achar que está justificado a desconsiderar os seres sencientes. | Enfatizar que, mesmo quem defende considerar entidades não sencientes, deve reconhecer que ser senciente deveria ser suficiente para ser considerado, e que ainda existem razões para priorizar os seres sencientes frente a entidades não sencientes, sejam estas totalidades ou organismos vivos. |
| Teoria ética | Defender uma teoria ética específica que consideramos mais plausível, e mostrar que ela implica rejeitar o especismo. | Quem não aceita tal teoria específica pode achar que não precisa rejeitar o especismo. | Enfatizar que, para se aceitar os argumentos para se rejeitar o especismo, não é necessária a adoção de uma teoria ética específica. |
| Vertente política | Defender uma vertente política específica, e mostrar que os ideais dela são realizados somente se rejeitarmos o especismo. | Quem é de qualquer outra vertente política pode achar que não precisa rejeitar o especismo. | Enfatizar que o especismo deve ser rejeitado, independentemente de qual vertente política alguém prefira. |
| Veganismo | Defender o veganismo. | Dado o grau de especismo vigente, muitas pessoas podem achar o padrão exigente demais e não mudarem o seu consumo em nada. | Enfatizar que, mesmo quem ainda não se tornou vegano ainda pode diminuir o consumo e fazer outras coisas para ajudar os animais. |
| Especismo | Rejeitar o especismo e defender que devemos dar igual consideração a todos os seres sencientes. | Dado o grau de especismo vigente, muitas pessoas podem não concordar com isso e, então, acharem que não precisam dar consideração alguma aos animais não humanos. | Enfatizar que, mesmo que os humanos merecessem maior consideração, isso não implicaria que os animais não merecem consideração alguma, e nem que merecem pouca consideração. |
| Especismo e priorização de causas | Defender que a igual consideração implica priorizar a situação dos seres sencientes não humanos (dada a quantidade de vítimas, grau de negligência etc.). | As pessoas especistas, por discordarem da igual consideração, podem achar que não precisam dar grande atenção à situação dos animais não humanos. | Enfatizar que, mesmo que alguém dê peso maior aos humanos, dada a quantidade de vítimas, ainda teria que priorizar a situação dos animais não humanos. Ajuda enfatizar também que, mesmo que alguém priorize os problemas humanos, deve ainda considerar muito importante fazer algo pelos animais não humanos. |
| Magnitude do dano da morte | Defender que pertencer à espécie humana ou possuir maiores capacidades cognitivas não implica necessariamente ser prejudicado com a morte em maior grau. | As pessoas que discordam disso podem achar que os animais são pouco prejudicados com a morte. | Lembrar que, do fato de um indivíduo ser prejudicado com a morte em maior grau do que outro, não se segue que o indivíduo que é menos prejudicado é pouco prejudicado com a morte. |
| Dano da morte | Defender que os animais não humanos são prejudicados com a morte. | Quem achar que eles não são prejudicados com a morte pode achar que está justificado explorá- los ou não ajudá-los quando vítimas de processos naturais. | Mostrar que, na vasta maioria dos casos, para sermos contra sua exploração e ser a favor de ajudá-los na natureza, basta reconhecermos que são prejudicados com o sofrimento. |
| Bem-estar dos seres sencientes | Defender uma posição específica em teoria do bem-estar. (Por exemplo, defender que tudo o que importa, em termos de bem-estar dos seres sencientes, é o sofrimento e o prazer — isto é, defender uma teoria hedonista do bem-estar). | Pessoas que acreditam que outras coisas importam em si para o bem-estar (satisfação de preferências, conhecimento, relações etc.) podem pensar que o sofrimento e o prazer não importam. | Enfatizar que acreditar que outras coisas para além do sofrimento e prazer importam para o bem-estar não implica que o sofrimento e o prazer não importem. |
| Priorização quanto ao futuro | Defender que devemos priorizar o futuro em longo prazo e priorizar evitar riscos de sofrimento futuro (chamados de riscos-s). | Quem discorda disso pode achar que não precisa se preocupar com o futuro em longo prazo e com riscos-s. | Enfatizar que mesmo quem tem outras prioridades ainda tem razões para pensar que o futuro em longo prazo e evitar riscos-s são coisas muito importantes. |
| Intervenções que afetam os animais selvagens: metas centradas na senciência versus metas ambientalistas. | Defender que, ao tomar decisões que afetam os animais selvagens, devemos acatar uma visão unicamente centrada na senciência (e rejeitar metas ambientalistas), e que isso implica ajudar os animais na natureza. | As pessoas que adotam valores ambientalistas podem pensar que estão justificadas a ser contra ajudar os animais selvagens | Lembrar que defender que entidades não sencientes são moralmente consideráveis não mostra que os seres sencientes não o são, e que ainda temos razões para priorizar os seres sencientes, mesmo que tivéssemos que considerar entidades não sencientes. Pode-se mostrar também que muitos programas para ajudar os animais selvagens não conflitam com as metas ambientalistas (alguns até ajudariam a realizá-las). |
| Foco na situação dos animais na natureza vítimas de processos naturais (em comparação aos animais explorados). | Defender focar na situação dos animais na natureza vítimas dos processos naturais, em vez de nos animais explorados (dada a quantidade de vítimas, grau de negligência, tratabilidade etc.). | As pessoas que focam nos animais explorados podem pensar que estão justificadas a desconsiderar a situação dos animais selvagens. | Enfatizar que mesmo quem tem outros focos ainda deveria dedicar pelo menos uma parte do seu ativismo a falar da questão do sofrimento dos animais selvagens. |
| Responsabilidade moral por danos naturais e danos antropogênicos | Defender que temos tanta responsabilidade moral por danos naturais quanto temos por danos antropogênicos. | As pessoas que acreditam que são mais responsáveis por danos antropogênicos podem pensar que não temos dever de fazer nada quanto a danos naturais | Enfatizar que defender que somos moralmente responsáveis em maior grau por uma coisa não implica defender que não o sejamos por outra (pode-se defender, por exemplo, que o sejamos em alto grau, ainda que em grau menor). Também pode ser enfatizado que a quantidade de danos naturais é tão maior do que a de danos antropogênicos que ainda teríamos que priorizar reduzi-los mesmo se déssemos um peso muito maior aos antropogênicos. |
| Ajuda a animais selvagens e veganismo | Defender que devemos ser veganos e também ser favoráveis a ajudar os animais na natureza. | Quem não é vegano pode achar que só pode ser a favor de ajudar os animais selvagens se algum dia se tornar vegano | Enfatizar que, se pudermos fazer algo para ajudar, devemos fazê-lo, independentemente de se estamos ou não a fazer outras coisas para ajudar. |
| Estratégias de ativismo | Defender enfaticamente determinadas estratégias de ativismo que acreditamos ser as melhores. | Ativistas que preferem outras estratégias podem achar que não são possíveis compromissos mútuos conosco. | Enfatizar que podemos concordar com determinadas estratégias mesmo que discordemos em outras. Também ajuda enfatizar que, apesar da divergência estratégica, a meta almejada é comum. |
| Consideração pelos seres sencientes e outras questões filosóficas | Defender a consideração pelos seres sencientes e também se pronunciar abertamente sobre várias outras questões filosóficas (éticas, políticas, metafísicas, epistemológicas etc.) | O leque de discordância em todas essas questões é muito grande. Isso pode fazer (especialmente se defendemos visões controversas em outros tópicos) com que as pessoas não aceitem nossa defesa da consideração pelos seres sencientes. | Enfatizar que a consideração pelos seres sencientes pode ser aceita independentemente do que alguém pensa sobre outras questões filosóficas. Porém, isso não quer dizer que não devemos tomar partido sobre essas outras questões, nem mesmo se forem altamente controversas (ainda que essa seja outra possibilidade também). |
| Critérios para a senciência e natureza da consciência | Defender uma posição específica em filosofia da mente quanto a qual é a natureza da consciência e defender que ela implica reconhecer que seres com um sistema nervoso centralizado são sencientes. | As pessoas que não aceitam essa posição específica em filosofia da mente podem pensar que estão justificadas em negar que seres que possuem um sistema nervoso centralizado são sencientes | Defender que devemos reconhecer que há uma correlação entre estados cerebrais e estados mentais, seja lá o que pensemos sobre o que é a consciência (por exemplo, independentemente de se mantemos uma posição dualista de substâncias, dualista de propriedades, monista fisicalista, monista idealista etc.) |
| Implicações controversas do que defendemos | Expor abertamente que aquilo que defendemos tem algumas implicações controversas, e defender que o senso comum é que está errado. | As pessoas podem não aceitar nossa proposta se perceberem que ela tem essas implicações controversas. | Enfatizar que, mesmo que alguém discorde do que fazer quanto aos casos controversos, isso não implica rejeitar a proposta como um todo. Por exemplo, alguém rejeitar intervenções em conflitos entre animais não implica rejeitar vacinações, tratamento de doenças, ajuda em desastres etc. Outra opção é esconder a implicação controversa. Entretanto, se o público percebe por si próprio a implicação, nos considerará desonestos por escondê-la. |
5.5. Conclusão: é importante combinar ambas as estratégias
Como vimos acima, ambas as estratégias, se utilizadas isoladamente, apresentam riscos. O risco da estratégia total é as pessoas entenderem equivocadamente que, se não aceitam totalmente certa visão, não têm razões para aceitar parcialmente o que está sendo proposto. Por sua vez, o risco geral da estratégia suficiente é que ela não discute questões que, de fato, são muito importantes e sobre as quais talvez as pessoas devessem mudar o que pensam.
Assim, a questão é sobre o grau de foco que deveríamos ter em ambas as estratégias, já que parece melhor usar ambas. Por exemplo, uma opção é focar na abordagem total e enfatizar que, mesmo quem não concorda ainda poderia aceitar parcialmente o que foi defendido. Mesmo que optemos por um foco maior no que for suficiente, isso não significa que argumentar a favor da meta total não seja importante. Por exemplo, certamente um mundo em que muitas pessoas são antiespecistas tem consequências muito diferentes de um mundo em que muitas pessoas apenas consideram os animais não humanos, mas em menor grau. Assim, a abordagem total também é muito importante (pelo menos em boa parte dos contextos listados acima).
A decisão por um foco maior na abordagem total ou na suficiente depende de sabermos o que realizaria de modo mais eficiente nossas metas. Por exemplo, elas seriam melhor realizadas se um número maior de pessoas as aceitarem parcialmente ou se um número menor de pessoas as aceitar por completo? A resposta para isso dependerá, no caso de cada meta: (1) do número de pessoas que a aceitaria totalmente versus o número de pessoas que a aceitaria parcialmente e; (2) do quanto mais cada pessoa que a aceita totalmente faria para alcançar a meta, em comparação àquelas que a aceitam parcialmente.
Independentemente das respostas para essas difíceis questões, parece que argumentar apenas a favor do ideal, sem enfatizar o suficiente envolve riscos altos. Por outro lado, falar apenas do suficiente é não ousar discutir as questões controversas muito importantes. Começar o quanto antes a discutir essas questões pode fazer a diferença em longo prazo, por tornar o público menos avesso a pensar sobre elas.
Pratique
Camada de estudo. As respostas se baseiam no texto do capítulo.
O que é um "leque de compatibilidade aberto"?
Qual a conclusão do capítulo sobre as duas abordagens?
Para pensar
Com quem você discorda em quase tudo, mas poderia concordar sobre os animais?
Notas do autor 1
Fontes citadas neste texto 1
A lista completa do volume está em referências do Volume VIII.
- BAUMANN, T. Avoiding the worst final: how to prevent a moral cathastrophe. Center for Reducing Suffering, 2022.
Este capítulo no Volume XII
Como o autor resume este debate no Essencial sobre ética animal.
Adotar uma abordagem abrangente. (VIII, cap. 5; IX, cap. 11.5).
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