Duas maneiras de decidir
Imagine que você só pode ajudar um de dois indivíduos. Como escolher? O texto compara duas ideias.
Tese da Magnitude: ajude quem será mais prejudicado se não for ajudado. O que conta é o tamanho do prejuízo, não a espécie.
Tese do Status Especial: alguns indivíduos têm um "status especial", como uma carta coringa. Eles devem ser priorizados mesmo quando o prejuízo deles é menor.
Variações do status especial
- Versão total: quem tem o status especial vem sempre primeiro, por maior que seja o sofrimento do outro.
- Versão com limite: quem tem o status especial vem primeiro, a não ser que o sofrimento do outro passe de certo ponto.
Nas duas versões, às vezes se deve ajudar quem sofreria menos. O status especial costuma ser dado aos humanos, ou aos mais inteligentes.
Como saber se isso é justo: o véu da ignorância
O autor usa um teste famoso, inspirado nos filósofos John Harsanyi e John Rawls. Imagine que você vai nascer, mas não sabe quem vai ser. Pode ser qualquer um dos afetados por uma regra: um humano, um porco, uma galinha.
Agora escolha as regras do mundo. A ideia é: o que você escolheria sem saber quem vai ser é o que é justo.
Sem saber quem seria, você aceitaria uma regra que prioriza uma dor pequena de um ser "especial" acima de uma dor enorme sua? Provavelmente não. Você ia querer que o tamanho do sofrimento contasse.
E quem não entende de justiça?
Há quem diga que esse teste só vale para quem tem senso de justiça. O autor responde que, se fosse assim, bebês e crianças também ficariam de fora, e isso não é aceitável.
Resumindo
- A Tese da Magnitude olha o tamanho do prejuízo.
- A Tese do Status Especial dá prioridade a alguns, mesmo quando sofrem menos.
- No teste do véu da ignorância, a Tese da Magnitude é a escolha justa.