O futuro esquecido
Este capítulo trata dos vieses que nos fazem dar pouca importância ao futuro distante e, especialmente, aos riscos de sofrimento (riscos-s). Até quem pensa no futuro costuma se preocupar mais com a extinção humana (riscos-x) do que com o sofrimento.
Vieses que nos fazem esquecer o futuro
- Viés temporal: damos menos peso a algo quanto mais distante no futuro ele está.
- Viés do presente: preferimos ganhos imediatos, mesmo que menores.
- Negligência da duração: esquecemos de considerar quanto tempo algo dura.
- Efeito adesão: como quase todos pensam no curto prazo, fazemos o mesmo.
- Viés de avaliação: achamos que o que é mais fácil de medir é o mais importante.
Vieses com probabilidades
- Negligência da probabilidade: decidimos sem levar em conta as chances.
- Efeito de ambiguidade: evitamos opções em que não sabemos bem as chances.
- Viés de risco zero: preferimos zerar um risco pequeno a diminuir muito um risco grande.
- Negligência do escopo: não percebemos a diferença entre números enormes.
As intuições
Os vieses são fortes porque parecem óbvios. O que achamos de primeira, antes de pensar com cuidado, é uma intuição. Nem toda intuição está errada, mas muitas são só preconceitos que parecem certos porque acreditamos neles há muito tempo ou porque todo mundo acredita.
Com prática, as conclusões que antes pareciam estranhas também podem começar a parecer naturais.
Resumindo
- Muitos vieses nos fazem ignorar o futuro distante.
- Outros nos fazem ignorar probabilidades e grandes números.
- As intuições ajudam, mas também podem ser preconceitos disfarçados.