Roteiro de aula · Volume II
Considerando os seres sencientes
Fundamentos da ética centrada na senciência
Objetivos
- O que é senciência e quais seres provavelmente a têm
- O argumento da relevância e o da sobreposição das espécies
- O princípio da igual consideração e o teste da imparcialidade
- O que fazer quando não temos certeza se um ser sente
Ajuda a turma já ter visto: o Volume I ajuda, mas não é obrigatório.
Aula de 50 minutos
- 5 minAbertura. Faça a pergunta e deixe a turma responder sem corrigir: Faça uma lista de quem você leva em conta quando toma uma decisão. Que critério, de fato, você está usando?
- 15 minLeitura. O que é relevante para saber a quem devemos consideração? (6 min de leitura) e O que é o argumento da sobreposição das espécies? (2 min de leitura). Para turmas mais novas, leia a camada “Para crianças”: Antes de decidir se alguém merece cuidado, a pergunta certa é: dá para machucar ou alegrar esse alguém? Se dá, ele precisa ser levado em conta. Não importa se ele sabe ler, falar ou fazer combinados.
- 15 minDiscussão.
- Faça uma lista de quem você leva em conta quando toma uma decisão. Que critério, de fato, você está usando? (O que é relevante para saber a quem devemos consideração?)
- Que características você usaria para separar quem pode ser explorado de quem não pode? Algum humano ficaria do lado errado? (O que é o argumento da sobreposição das espécies?)
- Como você explicaria a diferença entre "estragar" um objeto e "machucar" alguém? (O que é senciência e por que ela é importante?)
- Que tipo de evidência faria você mudar de ideia sobre a senciência de um animal que você hoje não leva em conta? (Quais seres são sencientes?)
- 10 minAtividade. Use a ferramenta Teste do especismo projetada para a turma. As quatro perguntas do Volume II aplicadas a uma prática que você escolher. Peçam que cada grupo justifique as suas escolhas.
- 5 minFechamento. Cada pessoa escreve em uma frase o que mudou no que pensava. Compare com o resumo do volume: Se não é a espécie, o que importa? O volume apresenta a resposta mais aceita na ética animal contemporânea: a senciência. Explica o argumento da relevância, o da sobreposição das espécies, o princípio da igual consideração e testes práticos para perceber quando estamos sendo tendenciosos.
Folha de exercícios
O argumento da relevância pergunta, sobre cada critério proposto...
- quantas pessoas o defendem
- qual a relevância dele para saber quem pode ser prejudicado ou beneficiado
- se é antigo
Capacidade de refletir sobre o que se deve fazer é relevante para...
- saber quem é responsabilizável
- saber quem pode sofrer
- saber quem tem fome
Por que o argumento se chama "sobreposição das espécies"?
- Porque as espécies se misturam geneticamente
- Porque há humanos e animais que coincidem quanto às capacidades usadas para excluir os animais
- Porque os animais são mais numerosos
Segundo o capítulo, a falta daquelas capacidades costuma ser vista, em humanos, como razão para...
- dar um cuidado ainda maior
- desconsiderá-los
- tratá-los como objetos
Quais são as duas maneiras básicas de prejudicar um ser senciente?
- Com a presença do que é negativo e com a ausência do que é positivo
- Só com dor física
- Só com a morte
Por que a senciência importa para a ética?
- Porque é rara
- Porque é o que torna alguém passível de ser prejudicado e beneficiado
- Porque só humanos a têm
Para avaliar o comportamento como indício de senciência, o capítulo recomenda observar...
- uma reação isolada
- como o ser se comporta em geral
- só a sua aparência
Até hoje, todos os seres sencientes conhecidos pertencem...
- ao reino animal, mas isso pode mudar
- ao reino vegetal
- a qualquer reino
Dar consideração aos animais, mas em grau menor, é compatível com a igual consideração?
- Sim, sempre
- Não, se o peso menor vem só da espécie
- Só para animais selvagens
Valorizar cães e desvalorizar porcos é...
- um especismo que não é antropocêntrico
- compatível com a igual consideração
- ambientalismo
Roteiro e exercícios são camada de estudo escrita para este site. Os textos lidos são de Luciano Carlos Cunha.