Por que essa pergunta importa
Se é a senciência que torna alguém capaz de ser prejudicado, precisamos saber quem a tem. Não dá para olhar dentro da mente de outro ser. Mas os cientistas usam três tipos de pistas.
Pista 1: o corpo (critério fisiológico)
A pista principal é ter um sistema nervoso centralizado, isto é, com um "centro de comando", como um cérebro ou gânglios.
Por isso, o texto considera que não são sencientes:
- seres sem sistema nervoso, como bactérias, fungos, plantas e esponjas-do-mar;
- seres com nervos espalhados, mas sem um centro, como águas-vivas e pepinos-do-mar.
Outras pistas no corpo ajudam a confirmar: ter nociceptores (sensores que detectam ferimentos e avisam o cérebro) e produzir substâncias que funcionam como analgésicos naturais.
Pista 2: o comportamento
Se um animal muda o que faz conforme a situação, aprende a evitar o que o machuca e procura o que é bom para ele, isso indica que está tendo experiências. O importante é olhar o comportamento em geral, e não uma reação isolada.
Pista 3: a lógica da evolução
A consciência parece ser útil para a sobrevivência quando um animal precisa tomar decisões flexíveis num ambiente que muda. Sentir dor ajuda a evitar perigos de jeitos que um reflexo fixo não conseguiria. Por isso faz sentido que ela tenha surgido em animais com corpos e vidas mais complexos.
Resumindo
- A pista principal é ter um sistema nervoso com um centro, como um cérebro.
- O comportamento flexível e a lógica da evolução reforçam essa pista.
- Plantas, fungos e bactérias não têm o que é preciso para sentir.