Questão
de Ética
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Versão simplificada · Volume II · capítulo 13

Incerteza sobre senciência e benefício da dúvida

Em linguagem simples, para quem está chegando agora no assunto. Cerca de 2 min de leitura.

O que é esta página? Uma explicação simplificada, escrita para este site a partir do texto de Luciano Carlos Cunha. Ela deixa de fora detalhes, exemplos e fontes. Para o argumento completo, leia o texto original do autor.

A objeção

"Não temos prova de que os animais sentem. Então não precisamos levá-los em conta." O texto analisa essa ideia.

Primeira resposta: as evidências

Hoje existem muitas evidências científicas de que vários animais são sencientes. Essa já é a posição da maioria dos cientistas. Mas o autor reconhece que isso não convence o cético radical.

O problema do cético

O cético diz: "a única senciência que eu posso provar com certeza é a minha, porque só eu sinto o que eu sinto".

Mas, se isso fosse motivo para não considerar os animais, também seria motivo para não considerar outros humanos. Você também não consegue sentir por dentro a dor do seu amigo. Ninguém aceita ignorar as outras pessoas por causa disso.

Além disso: quem diz que um ser não sente também precisa dar razões. Se um animal tem cérebro, nervos e foge da dor, por que acharíamos que ele não sente?

O benefício da dúvida

O texto apresenta o princípio do benefício da dúvida (também chamado de princípio da precaução). Ele diz: se há uma chance real de um ser sentir, devemos tratá-lo como alguém que sente.

Pense nos dois erros possíveis:

  • tratar como senciente quem não sente: custa pouco;
  • tratar como coisa quem sente: pode causar um sofrimento enorme.

O segundo erro é muito pior. Por isso faz sentido errar para o lado do cuidado.

E se houver graus de dúvida?

Alguns dizem: "quanto mais dúvida, menos ele deve contar". O autor discute essa ideia e mostra que, quando o dano possível é grande e o custo de cuidar é pequeno, a dúvida não justifica tratar mal.

Resumindo

  • Hoje há muitas evidências de que muitos animais sentem.
  • A dúvida do cético valeria também para outros humanos.
  • Na dúvida, devemos dar a consideração: o erro de não dar é muito pior.

Próximo passo

Agora você está pronto para o texto completo

O texto do autor traz os argumentos em detalhe, os exemplos, as objeções e as fontes de cada afirmação.

Ler o texto original