A pergunta que todo defensor dos animais já ouviu
"Por que se preocupar com animais enquanto ainda há tantos humanos precisando de ajuda?"
A resposta mais comum é: "ajudar os animais não impede ninguém de ajudar os humanos". Isso é verdade, mas o autor vai além.
Comparando as situações
Pense em três fatos:
- muitos animais vivem em situação muito pior do que a maioria dos humanos;
- o número de animais vítimas é gigantescamente maior do que o de humanos;
- muito mais pessoas já trabalham para ajudar humanos do que animais.
Se as vítimas fossem todas humanas, com esses mesmos números, ninguém diria que o grupo menor e menos afetado deve vir primeiro. Diríamos o contrário.
O teste da imparcialidade
O autor sugere: imagine que você não sabe a espécie das vítimas de cada problema. Só sabe quantas são, o quanto sofrem e quantas pessoas já ajudam. Que problema você acharia mais urgente?
Muito provavelmente, o dos animais. A ideia de que os humanos sempre vêm primeiro só parece normal por causa do especismo.
Isso não quer dizer abandonar os humanos
O ponto não é deixar de ajudar pessoas. É reconhecer que a situação dos animais merece muito mais atenção do que recebe hoje, porque é muito grave, atinge muitíssimos indivíduos e quase ninguém está cuidando dela.
Resumindo
- Os animais são muito mais numerosos, sofrem muito e recebem pouca ajuda.
- Sem saber a espécie das vítimas, acharíamos isso urgente.
- Dar prioridade automática aos humanos é mais uma forma de especismo.