A objeção
O capítulo anterior mediu o mal da morte em AVAQs: tempo de vida vezes qualidade de vida. Alguns críticos dizem que isso leva a conclusões absurdas. Por exemplo, a medida diria que a morte de um ser muito jovem é pior do que a de um adulto, porque o jovem perde mais anos.
Primeiro esclarecimento
O autor mostra que a medida não diz isso sempre. Depende da qualidade de vida que cada um teria e de outros fatores. Mas o crítico pode insistir: "na maioria dos casos, ela leva a essas conclusões estranhas".
"Absurdo" segundo quem?
O texto pergunta: por que essas conclusões seriam absurdas? Não basta dizer que são. É preciso explicar.
A explicação mais comum é: elas são contraintuitivas, isto é, vão contra o que a gente acha antes de pensar no assunto.
O problema de confiar só nas intuições
O autor mostra vários problemas:
- Intuições já erraram muito. Durante séculos, pareceu "óbvio" para muita gente que algumas pessoas podiam ser escravizadas.
- Intuições podem vir de vieses. O cérebro tem atalhos que nos fazem errar, como favorecer quem é parecido conosco.
- "Quem contraria a intuição tem que provar" também é discutível. Às vezes, é a intuição que precisa ser justificada.
O texto observa ainda que muitas pessoas que usam essa objeção defendem outras ideias que a maioria acha estranhas, como o veganismo ou ajudar os animais selvagens. Ou seja, elas mesmas aceitam que algo pode ser verdade mesmo parecendo estranho de início.
Resumindo
- Críticos dizem que medir a morte em AVAQs leva a conclusões absurdas.
- Mas "absurdo" muitas vezes só quer dizer "estranho à primeira vista".
- Intuições podem estar erradas; o que conta são as razões.