Duas afirmações diferentes
Compare:
- Afirmação 1: é mais errado matar humanos porque eles perdem mais com a morte.
- Afirmação 2: é mais errado matar humanos mesmo quando eles perdem menos com a morte.
A primeira já foi discutida. Este texto trata da segunda.
Razões diretas e indiretas
Há dois tipos de razões contra matar alguém:
- Diretas: o mal que a morte causa a quem morre.
- Indiretas: o mal que essa morte causa aos outros, como a tristeza da família.
O texto foca nas razões diretas.
Duas teses
- Tese da Magnitude: a força das razões contra matar depende só de quanto a vítima perde com a morte.
- Tese do Status: alguns indivíduos têm um status especial e é mais errado matá-los, mesmo que percam menos.
A abordagem de duas camadas
Uma versão da Tese do Status diz: para animais e humanos sem autonomia, o erro de matar depende do quanto perdem. Mas para agentes autônomos (humanos adultos capazes de fazer escolhas) haveria um "trunfo" extra: uma dignidade especial.
Mesmo assim, não justifica a exploração
O autor mostra um engano comum: mesmo que fosse mais errado matar humanos adultos, isso não quer dizer que não seja errado matar animais. Essa teoria não justificaria a experimentação com animais, e muito menos comê-los.
E a teoria se sustenta?
O autor também critica a ideia. Ela se apoia em intuições, e intuições podem estar erradas ou vir de vieses. Além disso, criar um "trunfo de dignidade" só para confirmar o que já pensávamos antes é andar em círculo.
Resumindo
- A Tese da Magnitude olha o quanto se perde; a Tese do Status dá um peso extra a alguns.
- Mesmo a Tese do Status não justifica explorar animais.
- E ela depende de intuições que podem estar erradas.