Roteiro de aula · Volume VII
A ética e a situação dos animais selvagens
Uma análise da questão dos danos naturais
Objetivos
- Como os processos naturais afetam os animais selvagens
- O argumento central para ajudá-los
- As respostas às objeções mais comuns (arrogância, liberdade, paternalismo, ecologia)
- O que já é feito e o que a biologia do bem-estar poderia fazer
Ajuda a turma já ter visto: Volumes I, II e V.
Aula de 50 minutos
- 5 minAbertura. Faça a pergunta e deixe a turma responder sem corrigir: Você ajudaria um animal ferido por um carro? E um ferido por uma tempestade? Por que haveria diferença?
- 15 minLeitura. O que fazer em relação aos animais que vivem na natureza? (2 min de leitura) e Como não entender a questão (2 min de leitura). Para turmas mais novas, leia a camada “Para crianças”: Se um cachorro está com fome, não importa se foi alguém que tirou a comida dele ou se ele se perdeu na chuva: ele está com fome do mesmo jeito. Quem gosta de bicho quer ajudar nos dois casos.
- 15 minDiscussão.
- Você ajudaria um animal ferido por um carro? E um ferido por uma tempestade? Por que haveria diferença? (O que fazer em relação aos animais que vivem na natureza?)
- Se um governo pudesse salvar pessoas de uma enchente sem grande custo e não o fizesse, você diria que isso não é questão de ética? (Como não entender a questão)
- Quando você pensa em "natureza", pensa nos adultos que sobrevivem ou nos filhotes que não sobrevivem? (Como os processos naturais tipicamente afetam os animais selvagens?)
- Que animais selvagens você já viu sofrendo e achou "normal"? Por quê? (A visão de que não é um problema porque as vítimas são animais não humanos)
- 10 minAtividade. Projete o simulador de debate. Em grupos, a turma escolhe a melhor resposta para cada objeção e explica por que as outras são fracas.
- 5 minFechamento. Cada pessoa escreve em uma frase o que mudou no que pensava. Compare com o resumo do volume: A grande maioria dos animais vive na natureza, e a maioria deles nasce para morrer cedo de fome, frio, doença ou predação. O volume defende que temos razões para ajudá-los e responde a mais de trinta objeções, da "arrogância" ao parasitismo, à predação e à destruição da natureza.
Folha de exercícios
Qual é a crença comum que o capítulo questiona?
- Que devemos ajudar os animais selvagens em tudo
- Que basta parar de prejudicar os animais selvagens e "deixá-los em paz"
- Que não existem animais selvagens
Segundo o argumento central, a força das razões para ajudar depende...
- da origem do dano
- da magnitude do dano
- da espécie
A ética trata apenas do que é obrigatório ou proibido?
- Sim
- Não, também do que é permissível ou louvável
- Só do que é legal
A quem a questão dos danos naturais é posta, segundo o capítulo?
- Aos processos naturais
- Aos animais
- A nós
Em períodos de população estável, quantos descendentes por adulto sobrevivem, em média?
- Cerca de um
- Cerca de cem
- Todos
A objeção de que muitos ovos são destruídos antes de formar seres sencientes...
- resolve o problema
- não muda a conclusão, pois os que restam ainda são uma quantidade gigantesca
- é falsa
A visão criticada considera relevante a situação dos animais selvagens apenas quando...
- afeta humanos ou metas ambientalistas
- eles sofrem
- são filhotes
O capítulo conclui que o bem dos animais...
- importa por si e tanto quanto o dos humanos
- importa menos
- não importa
O "argumento da força das razões" diz que a força das razões depende de...
- a origem do dano
- a magnitude dos prejuízos e benefícios em jogo
- a espécie da vítima
O "argumento do peso do critério" supõe, para efeito de argumentação, que...
- danos antropogênicos pesam mais, e mostra que mesmo assim teríamos fortes razões para ajudar
- danos naturais não existem
- animais não sentem
Roteiro e exercícios são camada de estudo escrita para este site. Os textos lidos são de Luciano Carlos Cunha.