Quando os aspectos brigam
Uma situação pode ser melhor num aspecto e pior em outro. O autor usa dois exemplos:
- para um indivíduo: uma dor mais forte e curta, ou uma dor mais fraca e longa?
- para vários indivíduos: poucas vítimas sofrendo muito, ou muitas vítimas sofrendo pouco?
Como decidir? O capítulo apresenta vários métodos.
Alguns métodos
- Incomensurabilidade total: os aspectos não podem ser comparados. Problema: na prática, fazemos essas escolhas o tempo todo, então parece que dá para comparar.
- Monismo: só um aspecto importa (por exemplo, só a intensidade). Problema: às vezes parece melhor ajudar muitas vítimas; outras vezes, ajudar quem está pior.
- Monismo agregativo: somar tudo o que é bom ou ruim, como o sofrimento total.
- Pluralismo de pesos iguais: vários aspectos importam, todos com o mesmo peso.
- Pluralismo com trunfo: um aspecto sempre vence os outros, ou vence até certo ponto.
- Pesos fixos ou variáveis: os aspectos têm pesos diferentes, que podem ser fixos ou ir diminuindo à medida que aumentam.
- Maximin/leximin: dar prioridade sempre a quem está pior.
- Suficiência: garantir que todos fiquem acima de uma linha.
- Abordagens híbridas, indeterminação parcial e agregação probabilística: formas de combinar métodos ou lidar com a incerteza sobre qual método é o certo.
Para que serve isso?
Cada método tem pontos fortes e fracos. Conhecê-los ajuda a decidir com mais cuidado, por exemplo quando é preciso escolher entre ajudar muitos animais um pouco ou poucos animais muito.
Resumindo
- Às vezes uma opção é melhor num aspecto e pior em outro.
- Há muitos métodos para pesar esses aspectos.
- Conhecê-los ajuda a escolher com mais cuidado.