A grande pergunta
As teorias éticas discordam sobre muita coisa. Mas será que concordam sobre o que devemos aos animais? Este capítulo, um dos mais importantes do volume, mostra que sim, pelo menos no essencial.
O argumento da relevância
O ponto de partida é o argumento já visto na coleção: o que importa para dar consideração a alguém é se ele pode ser prejudicado ou beneficiado. E isso vale para todos os seres que sentem.
Teorias que buscam uma meta
O capítulo examina várias teorias que buscam uma meta:
- utilitarismo: maior soma de bem-estar;
- utilitarismo negativo: menor soma de sofrimento;
- maximin: melhorar a situação de quem está pior;
- prioritarismo: benefícios valem mais para quem está pior;
- igualitarismo: menos desigualdade;
- suficientismo: todos acima de uma linha de vida boa.
Todas elas implicam a igual consideração: se alguém der menos peso ao bem de um ser senciente, deixa de alcançar a própria meta da teoria.
Teorias de procedimento e de caráter
- Kantianismo: Kant achava que só devíamos deveres indiretos aos animais, mas kantianos atuais defendem que todos os seres sencientes devem ser tratados como fins em si.
- Ética do discurso: os animais não debatem, mas são afetados, e por isso suas perspectivas devem ser levadas em conta.
- Contratualismo: na versão moderna, com o véu da ignorância, ninguém aprovaria a exploração sem saber se seria a vítima.
- Ética das virtudes e do cuidado: a crueldade e a indiferença são vícios; a compaixão e o cuidado com os vulneráveis são virtudes.
As consequências práticas
Há razões, gerais e de cada teoria, para abolir a exploração animal e para ajudar os animais selvagens.
Resumindo
- As teorias que buscam metas implicam a igual consideração.
- As outras teorias também têm razões para considerar os animais.
- Todas apontam para o fim da exploração e para ajudar os animais selvagens.
Para comparar as teorias lado a lado, veja o comparador de teorias éticas nas ferramentas do site.