A exploração de todo dia
Todos os dias, os humanos exploram e matam animais para muitos fins: comida, roupa, testes, diversão. Se as vítimas fossem humanas, isso seria visto como terrível. Com os animais, é visto como normal.
Para justificar essa diferença, são usadas várias desculpas. Este capítulo resume as principais e as respostas a elas. Na versão completa, elas aparecem como quadros de "objeção e resposta".
As desculpas mais comuns
- "Eles não são humanos." Isso repete a conclusão sem explicar por que a espécie importaria.
- "Os humanos têm alma ou dignidade." Não dá para comprovar, e não explica por que a dor de um animal pesaria menos.
- "Os animais não raciocinam nem falam." Bebês e algumas pessoas com deficiência também não, e continuam importando.
- "É natural." O que é natural não é necessariamente certo.
- "É tradição." Muitas tradições já foram injustas.
- "Uma autoridade aprova." O que conta são as razões, não quem diz.
- "A ética é coisa de humanos." Quem é protegido pela ética não precisa saber fazer ética, como um paciente não precisa saber medicina.
- "Em ética é tudo relativo." Essa frase não justifica nenhuma prática.
O ponto em comum
Todas essas desculpas falham no mesmo lugar: nenhuma delas tem a ver com poder sofrer. E é isso que importa para saber se é errado prejudicar alguém.
Resumindo
- Há muitas desculpas para tratar os animais de forma diferente.
- Cada uma delas tem respostas claras.
- Nenhuma mostra por que a dor de um animal valeria menos.