O que está em debate
Milhões de animais são usados em experimentos: testes de remédios, cosméticos, produtos químicos e pesquisas. O texto examina os argumentos usados para defender isso.
"É necessário"
Um argumento comum é que a experimentação animal é indispensável para a ciência.
Mas existem muitos métodos sem animais: modelos de computador, culturas de células e tecidos humanos, estudos com populações humanas, pesquisas com microrganismos e outros. E, mesmo quando ainda não há substituto, isso não dá automaticamente o direito de usar animais.
"É mais eficaz"
Outros dizem que, em alguns casos, usar animais dá resultados melhores.
Primeiro: não dá para comparar de forma justa. Os métodos sem animais recebem muito pouco dinheiro em comparação. Se recebessem o mesmo investimento, poderiam ser tão bons ou melhores.
Segundo: se ser mais eficaz justificasse tudo, então seria certo fazer os testes direto em humanos, que seria ainda mais eficaz. Ninguém aceita isso.
O padrão duplo
Os defensores da experimentação acham aceitável testar em animais e inaceitável testar em humanos nas mesmas condições, mesmo sendo mais eficaz. Para justificar isso, eles teriam que dizer:
- ou que o bem dos animais não importa nada, o que as próprias regras sobre experimentos negam, já que pedem algum cuidado com os animais;
- ou que os interesses humanos sempre pesam mais, por menores que sejam. Mas isso é especismo, e também contradiz as regras que dizem que o sofrimento animal conta.
Resumindo
- Existem muitos métodos de pesquisa sem animais.
- Eficácia não justifica tudo; se justificasse, testaríamos em humanos.
- Defender os testes em animais exige um padrão duplo.