Os insetos sentem?
Cada vez há mais evidências de que insetos são sencientes. Por exemplo:
- seu comportamento é flexível: tomam decisões quando a situação muda, aprendem e juntam diferentes informações;
- têm sistemas nervosos centralizados, com cérebros;
- no cérebro deles há atividade elétrica e conexões organizadas de forma parecida com a de animais maiores;
- partes do cérebro deles juntam informações dos sentidos, guardam memórias e organizam os movimentos.
O autor conclui que isso é mais do que suficiente para, no mínimo, dar aos insetos o benefício da dúvida.
Quantos insetos são explorados
O uso de insetos cresceu muito. Alguns números anuais:
- cochonilhas mortas para fazer o corante carmim (usado em alimentos e cosméticos): entre 4,6 e 21 trilhões;
- insetos mortos para consumo (comida e ração): entre 2 e 3,2 trilhões;
- bichos-da-seda mortos para fazer seda: entre 420 bilhões e 1 trilhão;
- abelhas criadas para o mel: entre 1,4 e 4,8 trilhões vivas a qualquer momento.
Por que se opor
- Causa sofrimento e morte a uma quantidade gigantesca de seres sencientes.
- Como toda exploração, dá peso injusto ao bem de cada indivíduo.
- Decide quem é prejudicado pela espécie.
- Ninguém a aprovaria sem saber se nasceria humano ou inseto.
"Mas eles sofrem pouco, não?"
Mesmo que sofressem pouco, ainda sofreriam e perderiam a vida. E um cérebro menor não quer dizer sofrer menos. A dor serve para motivar comportamentos; em animais mais simples, ela pode até precisar ser mais intensa para funcionar.
Resumindo
- Há boas evidências de que insetos sentem.
- Trilhões de insetos são explorados todo ano.
- Ter um cérebro pequeno não significa sofrer pouco.