Uma confusão comum
Muitos pensam assim: "defensores dos animais e ambientalistas querem a mesma coisa, só discordam sobre como chegar lá". O autor mostra que isso é falso: eles querem coisas diferentes.
Os programas de extermínio
No mundo todo, há programas ambientalistas que matam animais selvagens em nome da biodiversidade e do equilíbrio ecológico. O objetivo deles não é um mundo melhor para os animais. É manter certas espécies e certos ecossistemas do jeito que se considera "certo".
"Indivíduos" e "totalidades"
Costuma-se dizer: "a defesa animal pensa nos indivíduos; o ambientalismo pensa no todo". Muita gente entende isso errado, como se o ambientalismo pensasse na maioria e a defesa animal se recusasse a sacrificar um para salvar muitos.
O autor esclarece:
- Pensar nos indivíduos quer dizer: uma ação é certa ou errada conforme afeta os seres que sentem. (Entre os defensores dos animais, há discordância sobre casos em que só dá para salvar muitos sacrificando poucos.)
- Pensar em totalidades quer dizer: uma ação é certa ou errada conforme afeta coisas como espécies e ecossistemas, e não a soma ou a maioria dos indivíduos.
Prova disso: para muitos ambientalistas, desde que a espécie não seja extinta, não há problema em matar quantos animais se quiser.
Resumindo
- Defesa animal e ambientalismo têm metas diferentes.
- "Pensar no todo" não quer dizer "pensar na maioria".
- Para o ambientalismo, o que conta é a espécie ou o ecossistema, e não o bem dos animais.