Um volume sobre o critério da senciência
Este volume defende uma ideia central: devemos consideração moral a todos os seres sencientes, isto é, a todos que podem sentir. E responde às críticas mais comuns a essa ideia. O primeiro capítulo relembra por que a senciência é o critério certo.
O padrão duplo
Os humanos exploram animais todos os dias e quase não se importam com o sofrimento dos animais selvagens. Se as vítimas fossem humanas, a reação seria o contrário. É um caso de dois pesos e duas medidas.
As desculpas e a pergunta que as derruba
Para justificar isso, já se disse que os humanos importam mais porque são humanos, têm alma, razão, linguagem, cultura, laços sociais, porque isso é natural ou tradicional. Para cada desculpa, dá para perguntar: o que isso tem a ver com poder ser prejudicado?
Nada disso decide se alguém pode sofrer ou ser feliz.
O argumento da relevância
- Para saber a quem devemos consideração, importa saber quem pode ser prejudicado ou beneficiado.
- Quem pode ser prejudicado ou beneficiado são os seres sencientes.
- Então devemos consideração a todos os seres sencientes, de qualquer espécie.
Resumindo
- Todas as desculpas para desconsiderar os animais falham no mesmo ponto.
- O que importa é poder ser prejudicado ou beneficiado.
- Por isso, o critério é a senciência.