O argumento
"Precisamos de uma ética ambiental, com regras sobre como tratar o meio ambiente. Se precisamos dela, então o meio ambiente tem valor em si. E então o critério da senciência está errado."
Duas coisas com o mesmo nome
O autor mostra que "ética ambiental" pode significar duas coisas:
- uma área de estudo: pensar sobre o que é certo e errado nas nossas ações que afetam o meio ambiente;
- uma posição ambientalista: a ideia de que coisas que não sentem, como ecossistemas, têm valor em si.
Precisar estudar algo não define a resposta
Fazer uma pergunta com sentido não decide qual é a resposta. "Existe vida em Marte?" é uma pergunta que faz sentido. Isso não quer dizer que a resposta seja "sim".
Do mesmo jeito, precisar de uma área que estude as ações sobre o meio ambiente não prova que o meio ambiente tem valor em si.
Por que precisamos pensar no meio ambiente?
Talvez precisemos justamente porque os seres que sentem são afetados pelo que fazemos com o ambiente onde vivem. Poluir um rio prejudica os peixes, as aves e as pessoas que dependem dele.
Uma alternativa é uma ética do manejo ambiental: cuidar ou modificar o ambiente conforme o que for melhor para os seres sencientes.
Resumindo
- "Ética ambiental" pode ser uma área de estudo ou uma posição.
- Precisar estudar algo não define a resposta.
- Podemos cuidar do ambiente pelo bem dos seres que sentem.