O contexto
Quase todo mundo acha que aumentar as áreas verdes é sempre bom. Mas, como vimos, a natureza faz nascer enormes quantidades de animais que morrem logo, sofrendo. Por isso, alguns autores discutem uma pergunta polêmica: diminuir áreas naturais poderia diminuir o sofrimento total?
O que é a "matança altruísta"
O livro chama de matança altruísta a posição de quem aceita que destruir habitats (por exemplo, com estradas e construções) pode ter um saldo positivo, porque menos animais nasceriam só para sofrer, mesmo que isso cause mortes e sofrimento no momento.
Os defensores dessa posição reconhecem que o ideal seria evitar o sofrimento sem causar mortes: reduzindo nascimentos, vacinando, tratando doenças. A dúvida é se vale esperar por essas soluções.
Argumentos contra
- A causa de ajudar os animais selvagens já é muito rejeitada. Defender a destruição de habitats poderia aumentar ainda mais essa rejeição.
- O público poderia entender que o bem dos animais não importa, e isso poderia levar a mais danos causados por humanos.
- O público raramente lê os detalhes e as condições de uma posição.
Argumentos a favor
- Se a posição for explicada com cuidado (só se justificaria se qualquer outra opção causasse ainda mais sofrimento), o risco de mal-entendidos seria menor.
- O sofrimento evitado poderia ser muito maior do que os danos causados.
- O maior risco, segundo eles, seria a ideia de que é sempre errado diminuir áreas naturais, o que poderia levar a expandir a natureza, até para fora da Terra.
Quem tem que provar?
O autor discute de quem é o ônus da prova: de quem defende soluções que causam mortes ou de quem as condena. Ele apresenta argumentos dos dois lados.
Resumindo
- Aumentar áreas naturais pode aumentar o número de animais que nascem para sofrer.
- A "matança altruísta" é uma posição polêmica, com argumentos a favor e contra.
- O ideal, para todos os lados, seriam soluções que não causem mortes.