Questão
de Ética
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Versão simplificada · Volume VI · capítulo 3

O critério da senciência discrimina contra quem não pertence ao reino animal?

Em linguagem simples, para quem está chegando agora no assunto. Cerca de 2 min de leitura.

O que é esta página? Uma explicação simplificada, escrita para este site a partir do texto de Luciano Carlos Cunha. Ela deixa de fora detalhes, exemplos e fontes. Para o argumento completo, leia o texto original do autor.

A crítica

"O critério da senciência discrimina quem não é animal. É um preconceito a favor do reino animal." Alguns chamam isso de reinismo.

Por que a crítica não funciona

Quem defende o critério da senciência não diz que devemos considerar os animais por serem animais. Diz que devemos considerar quem sente.

É verdade que todos os seres sencientes conhecidos até hoje são animais. Mas:

  • nem todo animal é senciente: esponjas e águas-vivas, que não têm sistema nervoso organizado, provavelmente não sentem nada;
  • se um dia descobrissem que uma planta ou um fungo sente, o critério da senciência incluiria esse ser, com a mesma consideração.

Ou seja, o critério não está ligado ao reino, e sim à capacidade de sentir.

Uma comparação

Imagine uma regra: "dê assento a quem tem dificuldade para ficar em pé". Pode ser que, num ônibus, quase todos que precisam sejam idosos. Isso não quer dizer que a regra discrimina jovens. Se um jovem com a perna quebrada entrar, ele também tem direito ao assento.

Resumindo

  • O critério da senciência não é sobre ser animal.
  • Animais que não sentem não são incluídos; seres de outros reinos que sentissem seriam.
  • A acusação de "reinismo" não se sustenta.

Próximo passo

Agora você está pronto para o texto completo

O texto do autor traz os argumentos em detalhe, os exemplos, as objeções e as fontes de cada afirmação.

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