A crítica
"O critério da senciência discrimina quem não é animal. É um preconceito a favor do reino animal." Alguns chamam isso de reinismo.
Por que a crítica não funciona
Quem defende o critério da senciência não diz que devemos considerar os animais por serem animais. Diz que devemos considerar quem sente.
É verdade que todos os seres sencientes conhecidos até hoje são animais. Mas:
- nem todo animal é senciente: esponjas e águas-vivas, que não têm sistema nervoso organizado, provavelmente não sentem nada;
- se um dia descobrissem que uma planta ou um fungo sente, o critério da senciência incluiria esse ser, com a mesma consideração.
Ou seja, o critério não está ligado ao reino, e sim à capacidade de sentir.
Uma comparação
Imagine uma regra: "dê assento a quem tem dificuldade para ficar em pé". Pode ser que, num ônibus, quase todos que precisam sejam idosos. Isso não quer dizer que a regra discrimina jovens. Se um jovem com a perna quebrada entrar, ele também tem direito ao assento.
Resumindo
- O critério da senciência não é sobre ser animal.
- Animais que não sentem não são incluídos; seres de outros reinos que sentissem seriam.
- A acusação de "reinismo" não se sustenta.