A acusação
"Ajudar os animais selvagens é paternalismo."
Ajudar não costuma ir contra a vontade
Pela própria definição, ajudar os animais selvagens não costuma ser paternalista. Um animal com fome quer comer. Um animal doente não quer estar doente. A ajuda vai a favor do que ele quer, e não contra.
O paternalismo é sempre errado?
Além disso, é possível questionar a ideia de que o paternalismo é sempre injustificado.
Pense numa criança que quer atravessar a rua correndo, sem olhar. Segurá-la pela mão vai contra a vontade dela, mas é o certo a fazer. Por quê? Porque ela não tem as informações necessárias para saber como aquele desejo vai afetar o seu bem-estar.
"E o desejo de alguém, não deveria pesar mais?"
Alguém pode dizer: "às vezes realizar um desejo importa mais do que as experiências boas e ruins". Por exemplo, alguém que morre sem realizar o último desejo. O autor responde que exemplos assim mostram que existem paternalismos errados, e não que todo paternalismo é errado.
E a autonomia?
Também se diz: "quanto mais autonomia alguém tem, mais errado é decidir por ele". Isso pode valer para adultos humanos, mas a maioria dos animais não tem esse tipo de autonomia complexa sobre decisões que afetam todo o seu futuro.
Resumindo
- Ajudar animais com fome ou doentes não vai contra a vontade deles.
- O paternalismo pode ser justificado quando falta informação, como com crianças.
- Existem paternalismos errados, mas isso não torna todos errados.